CAPÍTULO 1

1208 Palabras
CAPÍTULO 1 A Agente Especial Riley Page parou, observando a cena em estado de choque. As pedras em sua cama não deviam estar ali. Alguém tinha arrombado sua casa e tinha colocado-as ali. Alguém que queria lhe fazer m*l. Compreendeu logo que as pedras eram uma mensagem e que quem a tinha deixado era um velho inimigo. Dizia-lhe que, na verdade, ela não o havia matado. Peterson está vivo. O simples pensamento lhe provocou um tremor que percorreu todo seu corpo. Há muito tempo que suspeitava dessa possibilidade e agora tinha a certeza absoluta. Pior que tudo, ele tinha estado dentro de sua casa. A simples ideia lhe dava v*****e de vomitar. Ainda estaria ali? Agora respirava com dificuldade, dominada pelo medo. Riley sabia que seus recursos físicos eram limitados. Precisamente naquele dia, tinha sobrevivido a um perigoso confronto com um assassino s****o, e ainda tinha pontos na cabeça e o corpo cheio de hematomas. Estaria preparada para enfrentá-lo se estivesse dentro de sua casa? Riley retirou imediatamente a a**a do coldre. Com as mãos tremendo, se dirigiu ao armário e o abriu. Não havia ninguém ali. Confirmou debaixo da cama. Também não havia ninguém ali. Riley parou e se forçou a pensar com clareza. Tinha ido ao quarto desde que chegou em casa? Sim, porque tinha colocado o coldre em cima do armário ao lado da porta. Mas não tinha ligado a luz e não tinha olhado para o interior. Somente ficou junto da porta e colocou a a**a em cima do armário antes de sair. O pijama tinha sido vestido no banheiro. Será que seu inimigo estava na casa aquele tempo todo? Depois de chegarem em casa, ela e April conversaram e viram televisão até tarde. Depois April foi para a cama. Só alguém muito furtivo e ardiloso conseguiria ficar escondido numa casa minúscula como a dela. Mas era uma possibilidade que ela não podia descartar. E então um novo medo surgiu. April! Riley agarrou a lanterna que guardava na mesa-de-cabeceira. Com a a**a na mão direita e a lanterna na mão esquerda, saiu do quarto e ligou a luz do corredor. A casa parecia adormecida. Se dirigiu rapidamente ao quarto de April e abriu a porta. O quarto estava escuro. Riley ligou a luz do teto. A filha estava na cama. “Que foi, Mamãe?” Perguntou April, semicerrando os olhos surpresa. Riley entrou no quarto. “Não saia da cama,” Disse. “Fique onde está.” “Está me assustando,” Disse April com a voz trêmula. Não havia problema. Ela estava com muito medo e a filha tinha todas as razões para sentir medo como ela. Foi ao armário de April, apontou a lanterna para o seu interior e viu que não tinha ninguém lá dentro. Também não havia ninguém debaixo da cama de April. O que fazer em seguida? Tinha que percorrer cada canto da casa. Riley sabia o que seu parceiro Bill Jeffreys teria dito. Pôxa Riley, peça ajuda. Sua tendência a fazer tudo sozinha, sempre tinha enfurecido Bill. Só que dessa vez ia seguir seu conselho. Com April em casa, Riley não ia correr riscos. “Vista um robe e se calce,” Disse à filha. “Mas ainda não saia do quarto.” Riley voltou ao seu quarto e pegou o telefone em cima da mesa-de-cabeceira. Pressionou a ligação automática para falar com a Unidade de Análise Comportamental. m*l ouviu uma voz do outro lado, e sussurrou, “Aqui é a Agente Especial Riley Page. Alguém entrou na minha casa e ainda pode estar aqui. Preciso que alguém venha rapidamente.” Pensou durante um segundo e depois acrescentou, “E enviem uma equipe de análise de provas.” “Vamos já para aí,” Responderam do outro lado da linha. Riley desligou a chamada e regressou ao corredor. Com exceção dos dois quartos e do corredor, a casa continuava mergulhada na escuridão. Ele podia estar em qualquer lugar, à espreita, à espera para atacar. Esse homem já a tinha apanhado desprevenida uma vez e quase a tinha assassinado. Riley se moveu com cuidado pela casa, ligando as luzes enquanto avançava com a a**a pronta para qualquer situação. Apontou a lanterna para o interior de todos os armários e para todos os cantos escuros. Finalmente, olhou para o teto do corredor. A porta acima dela levava ao sótão, escondendo uma escada de puxar. Teria coragem de subir lá em cima e espreitar? Naquele exato momento, Riley ouviu as sirenes da polícia. Soltou um profundo suspiro de alívio ao ouvir aquele som. Percebeu que a agência tinha chamado a polícia local, devido a distância de mais de meia hora da sede da UAC. Foi ao seu quarto, calçou os sapatos e vestiu um roupão de banho, regressando depois ao quarto de April. “Venha comigo,” Disse. “Fique perto de mim.” Ainda segurando a a**a, Riley envolveu com seu braço esquerdo os ombros de April. A p***e criança tremia de medo. Riley levou April para a porta de entrada, abrindo-a ao mesmo tempo que vários policiais de uniforme se apressavam em direção à casa. O policial responsável aproximou-se da casa com a a**a em punho. “Qual é o problema?” Perguntou. “Alguém esteve na minha casa,” Respondeu Riley. “Ainda pode lá estar.” O policial olhou, inquieto, a a**a que Riley segurava. “Sou do FBI,” Riley tranquilizou-o. “Os agentes da UAC devem estar chegando. Já revistei a casa, exceto o sótão.” Disse, apontando na sua direção. “Há uma porta no teto por cima do corredor.” O policial chamou, “Bowers, Wright, venham aqui e revistem o sótão. Os outros revistem lá fora, a parte de trás e da frente da casa.” Bowers e Wright foram diretamente para o corredor e puxaram a escada para subirem até ao sótão. Ambos seguravam suas armas. Um esperou no fundo da escada, enquanto o outro subia e apontava uma lanterna em todas as direções. Logo em seguida, o homem desapareceu no interior do sótão. E logo depois uma voz anunciou, “Não tem ninguém aqui.” Riley queria se sentir aliviada. Mas a verdade era que desejava que Peterson estivesse ali em cima. Seria preso naquele momento, ou ainda melhor, alvejado, morto. E tinha certeza de que não estaria nem atrás, nem na frente da casa. “Tem um porão?” Perguntou o policial responsável. “Não, só um pequeno depósito,” Respondeu Riley. O policial gritou lá para fora, “Benson, Pratt, vejam debaixo da casa.” April ainda estava desesperadamente agarrada à mãe. “O que está acontecendo, Mamãe?” Perguntou. Riley hesitou. Durante anos, evitara contar a April a verdade acerca de seu trabalho. Contudo, recentemente compreendera que tinha sido excessivamente protetora. Então, contara a April o traumático c*******o sofrido às mãos de Peterson, ou pelo menos, o que considerou suportável para ela. Também partilhara com ela as dúvidas quanto à morte do homem. Mas o que diria agora a April? Não sabia. Antes de Riley se decidir, April disse, “É Peterson, não é?” Riley abraçou a filha com força. Assentiu, tentando esconder o arrepio que lhe trespassou o corpo. “Ele ainda está vivo.”
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