4 A condenação do diabo
O d***o era o maior dos anjos divinos. Numa época em que Deus foi apanhado pela alegria de criá-lo, ele tinha feito o d***o por pura razão e o criou primeiro. De fato, ele tinha doze asas quando todos os outros anjos tinham seis. Seu rosto estava coberto de ouro. Ele tinha pele de jasmim cintilante, asas de tule rosa e caracóis amarelos dourados. Cada vez que ele abria suas asas, um arco-íris o pintava com cores magníficas. O céu inteiro ouvia suas orações ao seu Deus com sua voz de cristal acariciando a alma. Mas então, ele caía tão baixo quanto estava alto. O anjo mais próximo de Deus tornou-se seu anjo mais odiado. Assim, o primeiro m*l nasceu da primeira raiva. O ouro de seu rosto foi arrancado; sua pele radiante foi escurecida por manchas que caíam sobre ela. Ele perdeu sua auréola e caiu no céu. Suas asas se transformaram em garras para que ele não pudesse voltar aos céus de novo, cresceu-lhe uma cauda e chifres. Seu coração de cristal foi quebrado. Suas penas coloridas e brilhantes foram substituídas por pêlos negros, em forma de espinhos. Finalmente, enquanto sua beleza fluía através dele como breu, o d***o caiu aos pés de Deus, perturbado.
E Deus só viu o que ele havia feito quando sua raiva esfriou, e teve piedade dele. Mesmo que ele devesse arrancar a alma desta pilha de fealdade grosseira, este corpo encharcado de breu; ele não o fez. Tudo o que restava de sua beleza eram seus olhos convidativos e doces que tirariam o medo de pecar nos servos de Deus no futuro.
Então o d***o viveu isolado onde foi expulso e construiu seu próprio país no céu.