"Ser feliz não significa ter uma vida perfeita, mas, saber reconhecer a beleza e o valor de todas as imperfeições."
__Clay! Fica mais um pouco.
Você pediu no momento em que eu ia embora, sentamos no gramado, você encostou sua cabeça em meu ombro e então começamos a olhar as estrelas.
Senti uma lágrimas quente molhar minha camisa.
__Hanna! Me fala o que tanto te incomoda, eu não gosto de te vê chorar.
Quando falei isso você olhou em meus olhos.
__Eu.... Eu quero te dizer que ao seu lado eu me sinto uma pessoa feliz, quando estou ao seu lado tudo parece ser diferente.
Te ouvia com atenção enchugando cada uma de suas lágrimas, cada uma delas.
__Eu fiz algo de errado?
Quando perguntei isso você acariciou minha mão.
__Não! Não, não! Você não fez nada de errado o erro aqui sou eu Clay.
Nesse momento segurei seu queixo com minha mão, fazendo assim ela olhar em meus olhos e não para a grama.
__Você não é um erro Hanna, você é uma garota cheia de vida...
Quando falei isso ela me interrompeu.
__Não Clay! Eu não sou cheia de vida!
Senti desespero em sua voz, um desespero que de alguma forma mechia muito comigo.
__Hanna! Eu não sei o que esta acontecendo mas, eu estou aqui, eu estou ao seu lado e vamos passar juntos.
Falei pegando em sua mão, senti ela me abraçando afogando seu rosto em meu peito e assim chorar e chorar.
__Queria passar essa dor que te incomoda para mim.
__Mas, não poderá.
Você falou baixinho, dei um beijo em sua testa.
__Hanna! Eu preciso de sua ajuda.
Falei em um tom mais suave.
__Em que posso te ajudar?
Você perguntou com a voz ainda trêmula.
__Eu preciso dos seus lábios nos meus.
Quando falei isso não deixei você pensar e sem ao menos te deixar respirar eu te beijei, é Hanna! amava seus lábios nos meus e sim! precisava realmente sentir seu beijo outra vez.
__Eu te amo Hanna!
Quando te falei isso você me olhou com um olhar confuso.
__E agora só tenho 20 dias.
Você falou um pouco baixo e saindo dos meus braços.
__Como assim Hanna? 20 dias para quê?
Perguntei me aproximando de você Hanna, porque você se afastou de mim e virou as costas.
__Eu estou doente Clay.
Você falou com um tom de voz baixa.
__Vamos eu te levo até seu quarto.
Nesse momento você virou para mim.
__Eu estou morrendo Clay!
Você falou com um tom de voz mais alterado, naquele momento paralisei, senti como se tivessem esfaqueando meu coração, meus olhos se encheram de lágrimas e meu coração doía ao lembrar de cada palavra da frase que você havia acabado de fala.
__Como assim? Como assim está morrendo?
Perguntei com lágrimas descendo dos meus olhos.
__Eu tenho leucemia, Clay eu não vou ter um futuro.
Quando você falou isso eu não podia acreditar, coloquei as mãos na cabeça, lágrimas escorriam dos meus olhos, então comecei a mim afastar de vagarinho pois meu mundo havia desmoronado.
__Clay!
__Quando ia falar isso para mim? Quando Hanna?
Perguntei furioso, batendo a mão agora no banco da moto.
__Me perdoe Clay por favor, eu já estava conformada, eu não ligava se ia morrer ou não mas, você chegou e mudou tudo.
Você falava enquanto lágrimas desciam dos seus olhos, você chorava bastante.
__Para onde você vai Clay? Por favor me perdoa!
Você pedia enquanto eu subia naquela moto, minha fúria estava grande, ela se misturava com a dor de saber que estava perdendo a garota que eu amo.
__Clay! Volta por favor!
Você pedia, você gritava por mim,mas, eu não voltei Hanna, me perdoe meu amor por não voltar, me perdoe por favor, mas, meu coração no momento estava sangrando, meu coração no momento estava ferido e doido.
Então fui, fui sem direção, a velocidade estava tamanha pois as lágrimas nem encostavam no rosto elas voavam dos olhos.
Te pesso perdão meu amor por aquele dia em que te deixei ali e sair sem pensar.