Kelly estava concentrada no notebook, tentando avançar com os trabalhos da faculdade, quando ouviu o som da porta se abrindo suavemente. Virou o rosto com curiosidade, e ali estava ele: Rafael, entrando com um sorriso apaixonado, carregando um buquê de rosas vermelhas, uma caixa de bombons, uma cesta de chocolates e um urso de pelúcia adorável.
Ela ficou completamente emocionada. Os olhos brilharam, e um nó apertou em sua garganta. Levantou-se devagar, levando a mão ao peito, tocada profundamente pelo gesto.
— Meu amor… — ele disse baixinho, sorrindo. — Você estava tão linda dormindo… que eu não quis te acorda,caminhou até ela e a envolveu em um beijo carinhoso, colando seus lábios nos dela com ternura.
— Ai, que lindo… obrigada, meu amor! — ela falou emocionada, abraçando-o forte.
ela disse eu estava com tanta saudade de você…
Ele não respondeu de imediato, apenas apertou o abraço, como se aquele gesto fosse a resposta para tudo. Permaneceu ali por alguns minutos, sentindo o perfume suave dela, o calor daquele corpo que agora era dele por escolha e amor. Ele pensava na discussão com Otávio mais cedo na faculdade, mas decidiu guardar aquilo para si. Ela não precisava daquela sombra agora. Não naquele momento tão leve.
— Meu amor… — ele sussurrou com um sorriso — a casa tá tão arrumada, tão cheirosa…
— Eu arrumei tudo, deixei bem arrumadinha pra gente — disse ela com um brilho nos olhos.
Ele riu, afagando seu rosto.
— Bom… agora eu vou tomar um banho fazer um jantar para gente por que eu quero E você bem agarradinha comigo.
Ela riu junto, divertida e apaixonada.
— Pode ser que eu te aqueça com uns beijos, hein? — provocou ela.
— Pode ser… — ele respondeu, com o olhar travesso. — Pode ser… minha linda, maravilhosa e cheirosa…
Ele beijou a testa dela, depois os lábios, e seguiu até o banho.. Depois foi direto para a cozinha. Colocou a cesta de chocolates sobre a mesa com carinho, organizou os ingredientes com cuidado e começou a preparar uma lasanha de frango, do jeitinho que ela amava.
Naquele lar recém-construído, entre flores, risos e cheiros de comida boa, nascia algo que nenhuma tempestade poderia apagar: amor verdadeiro.
à mesa com a lasanha recém-saída do forno, o aroma envolvente preenchendo o ambiente com aquele cheiro caseiro de amor.
— Nossa, tá uma delícia essa lasanha, amor. Eu amei! — Kelly disse sorrindo entre uma garfada e outra.
Rafael a olhou encantado, repousando os cotovelos sobre a mesa enquanto a observava.
— Você que me inspira, sabia? — disse ele, com aquele olhar apaixonado que só ele tinha pra ela.
Kelly baixou o olhar, tímida, mas não conseguiu esconder o sorriso bobo. Terminaram o jantar entre risos leves, comentários sobre o dia e trocas de olhares intensos.
Logo depois, foram até o sofá. Ela se aconchegou no peito dele enquanto escolhiam um filme qualquer só para estarem juntos. A tela exibia a introdução, mas os olhos de Rafael estavam fixos nela. Os dedos dele começaram a acariciar suavemente as coxas de Kelly, subindo e descendo com delicadeza, como quem conhece cada centímetro e ainda assim deseja redescobrir.
Ele se inclinou, beijando devagar o pescoço dela, provocando arrepios em sua pele. Kelly se entregava sem resistir, os olhos semi-cerrados, respirando mais fundo a cada toque, a cada beijo.
Rafael a puxou mais para si, os lábios deslizando do pescoço até os s***s, onde ele depositou beijos quentes e molhados. Com cuidado, foi tirando suas roupas, peça por peça, revelando sua pele, sua entrega, sua confiança.
Ela já estava completamente entregue, o corpo se curvando a cada toque da língua dele explorando suas intimidades com precisão e desejo. Seus gemidos baixos e doces preenchiam o ambiente, e o prazer fazia seu corpo estremecer.
Kelly arqueou, o corpo tremendo, até alcançar o ápice em meio ao carinho e à dedicação dele. Rafael a olhou nos olhos, sorriu com ternura e, então, se posicionou sobre ela com todo o cuidado do mundo.
Penetrou devagar, com paciência, como quem não tem pressa nenhuma, como quem deseja eternizar aquele momento. Os corpos se moviam em sintonia, embalados por amor, respeito e desejo. E ali, no sofá, com a TV ligada ao fundo, eles se amaram profundamente, com alma, corpo e coração.
Momento Pós-Amor
A luz suave da sala ainda brilhava, mas o mundo parecia em silêncio. Os corpos entrelaçados, a respiração desacelerando aos poucos, enquanto o calor do amor feito ainda os envolvia como um cobertor invisível.
Kelly estava deitada no peito de Rafael, com um dos braços sobre o abdômen dele, e as coxas acariciadas com carinho pelas mãos dele. Os dedos dele deslizavam devagar, traçando caminhos preguiçosos em sua pele, como se quisesse memorizar cada detalhe.
Ela sorriu, tranquila e leve como não se sentia havia muito tempo.
— Sabe... eu lembro de quando você ficava me olhando lá na faculdade, como se eu fosse um pedaço de carne. — disse ela, provocando com a voz suave, mas sincera.
Rafael soltou uma gargalhada gostosa e afundou o rosto nos cabelos dela.
— Nossa, eu errava tanto quando te olhava daquele jeito... — ele confessou, entre risos. — Mas é que eu te queria tanto, Kelly... que eu não conseguia disfarçar. Era automático.
Ela também riu, dando um tapinha leve no peito dele.
— Eu sei... mas, fazer aquilo era complicado. Me deixava sem graça.
— Até que um dia eu me dei conta, — ele começou, encarando o teto com um sorriso nos lábios — que o que eu precisava mesmo era te conquistar aos poucos. Com risos, com conversa... sendo leve. E não ficar te devorando com os olhos.
Ela olhou pra ele, com a bochecha encostada em seu peito, sorrindo.
— Foi aí que eu tive a ideia de te pedir ajuda naquela matéria de Direito Tributário, lembra? Porque eu tava indo muito m*l. E ali, pouco a pouco, fui me aproximando. Te conquistando sem pressa.
— Verdade, — ela confirmou, rindo baixinho. — Pior que você foi mesmo. Foi me conquistando devagar... E hoje eu tô aqui, né? Nos seus braços. Entregue a você.
Rafael apertou-a contra o peito com carinho e beijou seu pescoço com lentidão, como quem agradece por cada instante.
— Sim, hoje você tá aqui comigo... me deixando te amar. Não tem presente melhor que esse, meu amor.
Kelly fechou os olhos, sentindo o coração pulsar em paz pela primeira vez em muito tempo. E ali, no silêncio compartilhado, no calor um do outro, ambos sabiam que estavam exatamente onde deveriam estar.