No dia seguinte... O céu ainda estava tingido de tons alaranjados quando Rafael e Kelly colocaram a mala da Keyla no porta-malas do carro. Era hora de levá-la de volta para casa, em outra cidade. A viagem seria longa, mas tranquila. Rafael, como sempre, dirigia com serenidade, uma das mãos no volante e a outra pousada com ternura sobre a coxa de Kelly, acariciando com carinho suave. Ela sorria com aquele olhar calmo e leve que há meses ele não via. E ele, por dentro, sentia um calor gostoso no peito. Há quanto tempo não dirigia assim? Há quanto tempo não sentia sua mulher tão perto, tão viva, tão presente? Algumas horas depois, o carro parou diante da casa simples e acolhedora de Keyla. Eles desceram juntos, pegaram a mala e caminharam até a porta. Keyla os abraçou com força, tentando

