Fim da viagem

1388 Palavras
As meninas estavam deitadas nas espreguiçadeiras, sob o sol quente da manhã, olhos fechados, corpos relaxados e perfumados com bronzeador. O som das ondas ao fundo se misturava ao leve murmúrio do vento e ao riso baixo delas, que dividiam cochichos e piadas preguiçosas. De repente, cada uma sentiu uma sombra cobrir seu rosto e um toque quente e familiar se aproximar. Otávio se debruçou sobre Kelly, com um sorriso encantado nos lábios, e deixou um beijo suave no ombro dela antes de murmurar: — O que você acha da gente descer pra praia, meu amor? Vamos aproveitar o último dia? Kelly abriu os olhos devagar, sorriu preguiçosa e respondeu: — Ah, eu não quero voltar... Ele sorriu e deixou um beijo gostoso no pescoço dela: — A gente sabe... mas fazer o quê? Não temos escolha. Ela suspirou e murmurou com carinho: — Promete que a gente volta aqui nas próximas férias? — Prometo. Mas agora, vamos aproveitar? — Vamos... disse ela, se espreguiçando devagar. Marcos encostou o corpo ao lado da Carla, a abraçou por trás e beijou sua nuca com carinho. — E aí, gata... que tal a gente descer pra praia? Último dia, hein... — Ah, eu não quero ir embora, respondeu Carla, fazendo biquinho. — A gente também não, ele disse, sorrindo e acariciando a cintura dela. — Mas não temos escolha. — Você jura que a gente volta? — Juro. Voltar com você é sempre melhor que vir sozinho. Ela riu e se levantou, animada. João se abaixou ao lado de Renata, tirou o óculos de sol dela devagar, só pra ver os olhos que ele tanto amava, e disse baixinho: — Amor... praia? Último dia, bora aproveitar? — Ah, não quero ir embora, murmurou Renata, puxando-o pela camisa. Ele beijou o pescoço dela, com aquele jeito que só ele sabia: — Eu sei... mas depois a gente volta. Eu prometo. — Tá bom, ela disse, sorrindo. — Mas vai ter que cumprir, viu? Leandro chegou perto da Luísa e se deitou ao lado dela, apoiando o queixo no ombro bronzeado da namorada. — Ei, minha sereia... bora pra praia? Último dia... — Aiii, nem fala isso... não quero voltar, disse ela manhosa. — Nem eu... mas fazer o quê? Ele beijou a clavícula dela com carinho. — Prometo que voltamos nas férias. — Então tá... mas você prometeu! Caio nem pediu licença. Se jogou ao lado da Isadora, passou o dedo pela barriga dela, que estava coberta de bronzeador, e a beijou de leve. — Vambora, amor... último dia de praia, bora aproveitar juntos? — Eu queria morar aqui... — Eu também. Mas, por enquanto, a gente volta nas férias, fechado? — Fechado, ela respondeu, com um sorriso bobo. As meninas se levantaram devagar, esticando os corpos bronzeados e brilhantes. Já estavam todas de biquíni, então só entraram rapidinho na casa pra pegar uma bolsa com toalhas, protetor solar, bronzeador e uma garrafinha d’água. De mãos dadas, rindo e conversando, os casais desceram caminhando até a praia. Era perto, e ninguém quis gastar gasolina. Eles queriam curtir cada minuto daquele último dia, com o sol, o mar... e o amor. A água estava morna, cristalina e convidativa. A praia, praticamente deserta, parecia ter sido feita só para eles naquele dia perfeito. Os seis casais riam como adolescentes, mergulhando, se molhando, se abraçando. Kelly e Otávio estavam enlaçados, brincando de empurrar um ao outro levemente na água. Ele levantava ela no colo e girava, os dois rindo como se o tempo tivesse parado. Luísa e Leandro mergulhavam de mãos dadas e depois voltavam à tona sorrindo, os cabelos molhados, os olhos brilhando de desejo e carinho. Renata e João se beijavam devagar, ali mesmo, no meio do mar, enquanto ele fazia carinho nas costas dela com as pontas dos dedos. Isadora e Caio se molhavam como se estivessem em uma dança, rindo alto, trocando olhares cúmplices. Ele puxava ela pela cintura e ela se jogava nos braços dele com leveza. Carla e Marcos ficaram mais reservados, mas não menos apaixonados. Ele colava sua testa na dela, e ela sorria de olhos fechados, sentindo o toque dos dedos dele acariciando suas coxas sob a água. Depois de um tempo se refrescando, todos subiram juntos de volta pra areia. Os meninos foram até um quiosque e voltaram carregando baldes de cerveja gelada e porções generosas de batata frita, que exalavam aquele cheiro irresistível de praia. As meninas se deitaram nas cangas, espalhadas sob o sol, deixando os biquínis valorizarem cada curva. Os olhos dos namorados não desgrudavam delas. Otávio, com a cerveja na mão, observava Kelly deitada de bruços, o biquíni cavado realçando seu corpo dourado pelo sol. Ele sorriu quando ela se virou de leve e disse com voz manhosa: — Amor, passa bronzeador nas minhas costas? E na b***a também, por favor. Otávio riu, se abaixou, colocou um pouco do produto nas mãos e começou a massagear devagar, fazendo movimentos circulares. — Ai, meu amor... que t***o da porra..., ele sussurrou no ouvido dela, colando o peito nas costas dela. Kelly soltou uma risada gostosa e respondeu com malícia: — Vai ficar com muito mais então... Ele mordeu de leve o lóbulo da orelha dela e continuou a espalhar o bronzeador como quem aproveita cada segundo. Luísa virou para Leandro, com aquele sorrisinho preguiçoso e sensual: — Você passa nas minhas costas também, mô? — Com o maior prazer, ele respondeu, já se ajoelhando ao lado dela. E enquanto suas mãos deslizavam pelas costas e pelas curvas da namorada, ele murmurava: — Você não tem noção do quanto eu amo te tocar assim... Renata olhou pra João, que nem esperou ela pedir. Pegou o frasco e falou com aquele sorriso safado: — Vira aí, meu amor... deixa eu cuidar de você. Ela riu e deitou de bruços, e ele começou a espalhar o bronzeador com calma, fazendo carinho junto, beijando de leve a pele quente dela. Isadora provocou Caio: — Se você passar direitinho, pode ser que eu te recompense mais tarde... — Então eu vou caprichar, ele respondeu, massageando cada pedacinho com carinho e desejo. Carla, sem dizer uma palavra, apenas entregou o frasco pro Marcos e mordeu os lábios. Ele entendeu o recado na hora, e sem dizer nada, se dedicou a deixar cada centímetro da pele dela perfeitamente coberta — e muito bem tocada. Ali, com o sol batendo, a brisa suave e o som do mar, os casais estavam entregues. Era o último dia... e eles sabiam que aquele momento ia ficar pra sempre na memória — e no corpo. Enquanto a noite caía, os casais se aconchegavam pela sala, com o clima leve e cheio de amor. Carla sorriu olhando nos olhos de Marcos, que não conseguiu esconder o brilho no olhar. — Sabe, Carla, ele começou, a melhor parte dessa viagem foi a gente ter se conhecido aqui. Inacreditável... como eu sou completamente apaixonado por você. Ela sorriu, corando um pouco, e respondeu: — E eu por você, Marcos. Nossa vida agora vai começar — faculdade, morar junto... m*l posso esperar. Marcos apertou a mão dela e disse: — Eu também. Vai ser só a gente contra o mundo. Perto dali, Leandro e Luísa trocaram olhares cheios de cumplicidade. Ele segurou a mão dela e falou: — Essa viagem mostrou que a gente tá pronto pra esse passo. Morar junto vai ser incrível, Luísa. Vamos começar essa vida juntos agora. Luísa assentiu, com o sorriso iluminado: — Sim, Leandro. Vai ser nosso novo começo. Renata, sentada no colo de João, acariciou o rosto dele e falou baixinho: — Nunca imaginei que a gente chegaria tão longe assim tão rápido. Morar junto... é quase um sonho. João a puxou para um beijo suave: — É o começo de tudo pra gente, Renata. Tô animado pra essa nova fase. Isadora e Caio, mais quietos, se entreolharam com carinho. Ele quebrou o silêncio: — Morar junto vai ser diferente, né? Ela sorriu e respondeu: — Mas a gente vai se virar. E com você, qualquer desafio é menor. E, claro, no meio disso tudo, Otávio e Kelly eram o exemplo já consolidado de um casal que vive essa rotina com amor e respeito — eles sorriam, tranquilos, felizes em ver os amigos prontos para o que estava por vir.
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