É amor

1335 Palavras
Rafael estava na cozinha do apartamento, concentrado em preparar o jantar. O cheiro do risoto com camarão já preenchia o ar. A mesa estava posta, com pratos, taças e velas ainda apagadas, esperando para serem acesas quando ela chegasse. De repente, o celular vibrou sobre a bancada. Ele pegou o aparelho e sorriu ao ver a mensagem dela: “Amor, pode vir me buscar?” Com o coração acelerado, respondeu: — Claro, meu amor, tô indo agora. Deixou as velas para acender depois, colocou a panela no fogo baixo e pegou as chaves do carro. No caminho até a casa da Renata, Rafael sentia a ansiedade crescer, imaginando o sorriso dela ao chegar em casa. Chegando lá, chamou por Kelly, que apareceu sorridente. Ela entrou no carro, e ele colocou uma mão no volante, a outra repousou delicadamente sobre a coxa dela. — Como foi o dia com as meninas? — perguntou ele, olhando para ela. Ela sorriu, virou o rosto em sua direção e respondeu: — Foi ótimo, conversamos, rimos bastante... Mas agora, eu só quero pensar em você. Rafael apertou levemente a coxa dela, o coração batendo forte. — Eu também. m*l posso esperar para você chegar em casa e ver a surpresa que preparei. Ela sorriu ainda mais, enquanto o carro seguia tranquilo rumo ao apartamento. Assim que entraram no apartamento, Kelly parou na porta da sala de jantar e ficou completamente sem palavras. A mesa estava impecável: velas acesas criando um brilho suave e acolhedor, flores no centro — as favoritas dela —, taças reluzentes e o jantar já servido com um aroma que a fazia salivar. A trilha sonora instrumental ao fundo completava o clima romântico e elegante. Ela levou a mão ao peito, os olhos se encheram de emoção. — Meu amor… você não existe. Que coisa mais linda — disse com a voz embargada, olhando para ele com um carinho quase indescritível. Rafael sorriu, aproximando-se devagar e pegando as mãos dela com delicadeza. — Você que me deixa assim, meu amor... Louco. Completamente apaixonado. Completamente seu. Eles se beijaram, um beijo calmo, quente, repleto de sentimento e conexão. Um beijo que parecia selar tudo o que estavam vivendo ali. Kelly afastou os lábios devagar e falou baixinho, sorrindo: — Aguarda só uns minutinhos... Eu vou tomar um banho e colocar uma roupa apresentável pra esse jantar. Você preparou algo digno de uma princesa, e eu quero estar à altura. Rafael passou a mão no rosto dela, sorrindo como quem olha a mulher da sua vida. — Tá bom, minha princesa... Vai lá. Eu espero o tempo que for. Ela se afastou em direção ao quarto. Lá, tirou a roupa com calma e entrou no banho quente, deixando a água escorrer sobre o corpo e levando com ela o peso do dia. Depois, escolheu um vestido verde-água justo ao corpo, com um decote sensual que realçava ainda mais sua pele morena e seu colo. Prendeu o cabelo em um coque elegante com alguns fios soltos. Colocou os brincos prateados que Rafael havia lhe dado de presente no mês anterior. Finalizou com uma maquiagem leve, mas marcante nos olhos, e um salto prata que completava o visual. Quando saiu do quarto, Rafael estava acendendo novamente as velas que haviam apagado com o tempo. Ao olhar para ela, ficou sem reação. — Meu Deus... — ele murmurou, parando tudo que estava fazendo — Que linda... Que perfeita... Ela caminhou até ele, com um sorriso tímido e olhos brilhando. — É tudo pra você — respondeu com sinceridade, estendendo a mão. Ele pegou a mão dela com carinho, deu um beijo no dorso e em seguida a envolveu com os braços. Trocaram um beijo doce, suave, apaixonado. Rafael puxou a cadeira para ela, com todo cavalheirismo. — Sua mesa, minha senhora — disse com uma piscadinha charmosa. Ela riu, encantada, e se sentou. Ele sentou-se logo em seguida e serviu um pouco do risoto no prato dela. — Meu amor... — ela disse, experimentando — Eu nunca canso de comer essa comida. É perfeita. Ele riu, visivelmente emocionado pela reação dela. — Mas é você que me faz ser um ótimo cozinheiro a cada dia. Inclusive... — ele a olhou com ar brincalhão — ...tô pensando seriamente em largar tudo e virar chef de cozinha. Ela gargalhou, com os olhos brilhando de alegria. — Desde que você seja meu chef de cozinha, eu aplaudo! Rafael se inclinou, deu um beijo delicado na testa dela e respondeu, com o coração nos olhos: — E você nunca vai precisar duvidar disso, meu amor. O jantar seguiu leve, romântico, com os dois trocando olhares intensos, risos cúmplices, beijos entre uma garfada e outra. A cada gole de vinho, um brinde à felicidade que construíam juntos. E naquele instante, não existia mais nada no mundo — só eles dois, a luz das velas, e o amor que transbordava em cada gesto. O jantar seguiu em um clima de amor e cumplicidade, mas havia algo a mais no ar — um fogo silencioso crescendo entre eles a cada olhar, a cada sorriso mais demorado, a cada toque leve sob a mesa. O vinho os envolvia com calor, mas o verdadeiro desejo ardia nos olhos. Quando terminaram, Rafael se levantou e estendeu a mão para ela. — Vem comigo — sussurrou. Ela aceitou sem hesitar. Ele a guiou pela mão até o quarto, os passos lentos, os olhos presos um no outro. Ao entrar, ele a puxou pela cintura com firmeza, colando seus corpos. A respiração dele bateu quente contra o pescoço dela. — Você tem ideia do quanto me deixa louco? — murmurou, passando as mãos pela curva das costas dela, sentindo o calor da pele sob o tecido fino. — Acho que sim — ela provocou, com um sorriso no canto dos lábios — Mas me mostra. Rafael não esperou. Beijou-a com fome, com intensidade, as mãos deslizando pelo corpo dela com vontade, tirando-lhe o fôlego. A língua dele explorava a dela com lentidão, depois com urgência, enquanto os corpos já pediam mais. Com mãos ágeis, ele deslizou os dedos pelas alças do vestido, fazendo-o cair suavemente, revelando a lingerie delicada que ela havia escolhido. Os olhos dele percorreram cada curva como se a visse pela primeira vez. Ela, por sua vez, desabotoou devagar a camisa dele, revelando o peito firme, beijando cada pedaço da pele conforme expunha. Logo estavam deitados, os corpos entrelaçados sobre os lençóis. Rafael cobria cada parte dela com beijos e carícias, atento aos detalhes, à forma como o corpo dela respondia com arrepios, gemidos baixos, olhos fechados de puro prazer. Ele queria memorizar cada gesto, cada suspiro, como se fosse a primeira vez. Kelly retribuía com toques firmes, envolventes, mãos que exploravam o corpo dele como território conhecido, mas sempre desejado. Ela se movia com entrega, com paixão, com amor. — Eu te amo tanto... — ele murmurou ao penetrá-la devagar, os olhos nos olhos dela, as respirações entrecortadas. Ela ofegou, puxou-o mais para si. — Me ama assim... — ela sussurrou, gemendo — Desse jeito... todo seu... Os corpos se moviam em um ritmo envolvente, intenso, encaixados com perfeição, como se fossem feitos um para o outro. Os lençóis se embolavam, os gemidos aumentavam, os beijos se tornavam mais quentes, mais molhados, e as mãos não paravam de explorar. Foi uma dança entre o amor e o desejo, entre o carinho e o fogo. Rafael a tocava como se fosse sagrada, e Kelly se entregava como se ele fosse o único homem do mundo. Os dois chegaram juntos ao clímax, entre gemidos abafados e sussurros de amor, os corpos tremendo, os corações acelerados. Depois, ficaram abraçados, pele com pele, os rostos colados, sorrisos nos lábios e a respiração voltando aos poucos ao normal. — Foi único... — ela murmurou, acariciando o rosto dele. — Você é única — ele respondeu, beijando-a na testa, e puxando-a ainda mais para perto, como se não quisesse que ela se afastasse nunca mais.
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