Ainda naquela noite – Casa de Otávio Otávio andava em círculos pela sala destruída, os olhos vermelhos, os cabelos bagunçados, as mãos sujas de sangue por ter esmurrado a parede. Pegou o celular novamente e ligou para a irmã, Helena. Assim que ela atendeu, ele já disparou: — Helena! Ela sumiu! Eu gritei, eu quebrei tudo, ela saiu correndo! E sabe com quem ela foi? Com aquele cara! Aquele cara! Do outro lado da linha, Helena arregalou os olhos, assustada. — Meu Deus do céu... maninho, eu te disse! Eu te avisei! Cara, praticamente você jogou ela pro colo de outro. — Ela é minha, p***a! Ela é minha mulher! — Não é assim que funciona, Otávio! Pensa! Pensa, cara! O Rafael sempre foi gentil com ela, você acha que ela está sendo protegida por quem agora? Por quem?! — Não! Eu não aceito iss

