128 - Coringa-2

705 Palavras

Outro soco, direto na costela. Depois outro. E outro. E outro. Uma sequência pesada de socos. Só nas costelas. O som seco dos impactos ecoando na sala. — TOMA. — ISSO É PELO TIRO. — ISSO É PELA TRAIÇÃO. Ele gritava de dor. — AAAAH! — CHEGA! Mas eu não parei, Porque agora. A conta tava sendo cobrada. Depois daquela sequência de soco nas costelas eu parei um pouco. Minha respiração tava pesada. O sangue dele já tinha começado a escorrer pelo canto da boca. Cazuza gemia baixo, pendurado pelas correntes, o corpo tremendo de dor. Romano continuava encostado na parede, observando tudo com um meio sorriso no rosto. FK tava parado do outro lado, braços cruzados, olhando sem dizer nada. Eu fiquei alguns segundos encarando o rato na minha frente. Depois agarrei ele pelo queixo e

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