As Bonitas, as Chamativas. Olhei discretamente pro meu próprio corpo. Talvez o problema seja eu. Talvez eu nunca seja suficiente. Apertei os dedos em cima da mesa. Uma sensação estranha começou a crescer dentro do meu peito. Como se alguma coisa não estivesse certa. Como se tudo aquilo estivesse sendo provocado. Manipulado. Respirei fundo, tentando afastar aquele pensamento. Mas a verdade é que eu já não tava mais conseguindo fingir que não via. Eu sinto que estão mexendo comigo. Brincando com a minha cabeça. E isso. Eu não tô suportando mais. Assim que o sinal anunciou o fim da aula, as crianças saíram da sala numa correria alegre, com mochilas batendo nas costas e vozinhas se despedindo. — Tchau, tia Lelê! — Até amanhã! Forcei um sorriso, mesmo sentindo o peito pesado. — Tc

