171 - Letícia-2

616 Palavras

Ele fez uma pausa curta. — Arrasta ela pra salinha. Meu estômago virou. Ele continuou sem mudar o tom. — Máquina zero, dez madeirada, e queima a boca dela com ferro quente. Meu pai não falou nada. Só ficou observando. Alexandre finalizou: — E bota ela pra fora do morro. A voz dele ficou ainda mais dura. — Não quero essa arrombada no meu complexo. Do outro lado veio a resposta imediata. — Copiado. O rádio chiou e ficou em silêncio. Eu fiquei parada ali no meio da sala. O silêncio na sala ficou pesado depois que o Alexandre terminou de falar no rádio. Eu ainda estava tentando digerir tudo o que tinha acabado de acontecer, mas ele continuava parado do meu lado, o corpo rígido, a mandíbula travada. Então ele falou, olhando para o meu pai. — Eu não vou tolerar ninguém desrespei

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