Romano Narrando Quem mandou segurar o Cazuza na rédea fui eu mesmo. Do jeito que a Lelê falou, assim tá sendo feito. Não dou missão pra ele na parte baixa do morro e muito menos fora do complexo. Nada. Zero. O cara só roda onde meus olhos conseguem alcançar. E não é só eu de olho não. O Franklin tá sempre por perto. O moleque anda colado nele como se fosse parceiro de confiança, mas na real tá é vigiando cada passo do arrombado. O Cazuza nem desconfia. Pelo contrário, anda todo cheio de si, achando que tá por cima do pedaço. Deixa ele. Quanto mais confortável ele fica, mais fácil vai ser quando a conta chegar. Esses dias o Franklin chegou na boca rindo de lado, daquele jeito que já diz que vem mërda por aí. — Fala logo — eu disse. Ele encostou no balcão e falou: — O Cazuza solt

