119 - Cazuza-1

709 Palavras

Cazuza Narrando Eu não acredito nessa pörra. Sério mesmo. Quando a notícia chegou na boca eu achei que era zoação, papo de fofoqueiro que gosta de aumentar história. Mas não, é verdade. O desgraçado acordou. — Não acredito que aquele infeliz acordou. — resmunguei sozinho, sentado no banco de cimento do beco. — Arrombado do Carälho. Cuspi no chão, sentindo o sangue ferver. Eu tinha certeza que ele ia dessa pra pior. Aquela noite foi pesada, tiro comendo solto, ele caído no chão apagando enquanto o povo gritava. Na minha cabeça já tava resolvido. Mas não. O filho da püta abre a mërda dos olhos e pronto, o morro inteiro já começa a lamber as botas dele de novo. Carälho, isso me dá um ódio. O Salgueiro parecia final de campeonato. Fogos estourando, gente falando alto, nëgo rindo, co

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR