Laura Narrando O Coringa lá, apagado numa cama, e o morro inteiro andando na ponta do pé. Fragilidade é cheiro que eu sinto de longe. — Esse é o momento certo pra atacar — eu falei pra Iris, encostada no muro da quadra. Ela cruzou os braços, o olhar brilhando daquele jeito venenoso. — Também acho. A Lelê já virou cachorro morto. Anda pela rua com aquela cara de viúva antecipada, olho fundo, cabelo preso de qualquer jeito. Nem graça tem de provocar. Parece que qualquer vento derruba. — Aquela obesa tá um bagaço — eu soltei, rindo de canto. — E a Milene? — Iris perguntou. — Sumida. Deve tá trancada em casa chorando e se sentindo órfã. A palavra saiu pesada, mas eu não me importei. É assim que guerra funciona. Se tá fraco, perde. Romano fechou o posto como se fosse cofre de banco

