20 - Coringa

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Coringa Narrando Ela foi embora e eu fiquei ali parado uns segundos, olhando o nada, tentando entender por que carälho aquele otärio foi tocar na minha mina. O pagode voltou com força total, geral cantando, rindo, bebendo, mas eu já não tava mais 100% ali. O Sombra encostou do meu lado, copo na mão, olhando na direção que ela tinha ido. — Quem é a garota? — ele perguntou, daquele jeito curioso de quem já sacou tudo. — A filha do Vicente — respondi, seco. Ele me encarou, arregalou um pouco os olhos e depois riu, daquele riso malandro. — Eu vi, mas e aí, tu tá pegando? Balancei a cabeça na hora. — Não. Ela é de respeito. Família. Foi o que saiu da minha boca. Por dentro, outra voz gritava: é minha, só ainda não sabe. Fiquei mais um tempo ali, tentando entrar no clima de novo. O p

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