Víctor Manuel Petterson Era comovente ver o quanto a Emilly amava o meu filho, estava enfiada no hospital há dois meses e arrumava a maior confusão se alguém cogitasse mandá-la para casa. Aliás, ela arrumava confusão por tudo, ela o tratava como se estivesse acordado, falava com ele, colocava as músicas e filmes que ele gostava e, esses dias, a peguei fazendo a barba dele. Ficava brava se alguma enfermeira demorasse dando banho nele e, de tanto implicar com isso, pediu para que eu solicitasse enfermeiros ao invés de enfermeiras, eu sabia exatamente o que ela estava passando, e fiz tudo o que podia para tornar a vida dela melhor dentro de um quarto de hospital. Os melhores médicos do mundo já tinham virado o meu filho de ponta cabeça, e agora só nos restava esperar. -Tem certeza de que n

