Amizade Inocente

1922 Palavras

A amizade com a Sophia foi crescendo sem anúncio, sem marco, sem aquele momento claro em que a gente percebe: ok, isso virou algo. Ela simplesmente foi se instalando no intervalo das coisas. Não ocupava o centro da minha vida, nem ameaçava nada. Era como uma música baixa tocando ao fundo enquanto o resto seguia normalmente. Meu casamento continuava firme. Eu continuava sendo um bom marido. Presente. Atento. Carinhoso. Não havia culpa nisso — porque não havia transgressão. Sophia e eu éramos amigos. Só isso. Mas amizades também criam vínculo. As conversas começaram a ficar mais frequentes por motivos absolutamente banais. Às vezes ela me mandava mensagem no meio da tarde, algo simples, quase despretensioso: — “Leonardo, olha esse prédio em Barcelona que apareceu aqui no meu feed.” Eu

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