Abri a porta traseira do sedã blindado com um movimento violento, o metal rangendo em protesto sob a minha fúria. Enrolei meus dedos nos fios ruivos da Patrícia, sentindo a textura sedosa se perder entre o suor e o pânico, e a puxei com uma ignorância bruta. O grito que ela soltou foi agudo, uma nota de puro desespero que morreu contra o isolamento acústico do veículo, ecoando apenas dentro daquela cabine que tinha virado o seu purgatório. O tranco foi tão seco que a fiz despencar do banco direto para o chão de terra batida. O som do seu corpo batendo contra os pedregulhos cortantes foi música para os meus ouvidos um estalo de osso encontrando pedra que me deu um prazer visceral, imediato. Patrícia ficou ali, encolhida em posição fetal, tentando inutilmente se proteger da poeira e da min

