A madrugada desceu sobre o Chapadão como um manto escuro, mas a paz não era o que se respirava. O som distante de tiros, motos ligadas às pressas e gritos abafados de homens correndo lembrava que ali, a qualquer instante, a vida podia terminar. Bela acordou assustada. O coração batia acelerado, o corpo ainda dolorido da noite anterior. Cada rajada de tiros a fazia encolher na cama, lembrando que não havia segurança ali, que cada momento de descanso era um luxo que eles não podiam se dar. A.S. estava de pé, pronto, arma na cintura, avaliando o morro como se fosse uma extensão do próprio corpo. Ele caminhava de um lado para o outro, tenso, respirando pesado. O olhar dele não perdia nada: cada sombra, cada movimento suspeito, cada detalhe do terreno era absorvido com atenção máxima. — Chef

