O sol nascia tímido sobre o Chapadão, tingindo o céu com tons de cinza e laranja. A cidade parecia respirar em alerta, como se pressentisse que algo grande estava prestes a acontecer. No alto do morro, o silêncio era enganoso — por trás das janelas, homens armados esperavam, e nas vielas o boato já corria: A.S. estava de volta. Bela observava o horizonte da janela do barraco, o cabelo solto, os olhos firmes. A noite passada havia sido longa, cheia de planos e promessas. Alex dormia em um colchão velho, o corpo ainda ferido, mas o olhar quando acordou era o mesmo de sempre: frio, decidido, letal. — Dormiu? — perguntou ele, erguendo-se com um gemido. — Não muito — respondeu ela, sem desviar o olhar. — Fiquei pensando no que vem depois. Mauro não vai deixar isso barato, Alex. A cidade inte

