O morro estava silencioso naquela tarde, mas era um silêncio enganador. Bela caminhava pelo barraco improvisado, observando a rotina dos homens armados que controlavam cada viela do Chapadão. Havia uma tensão no ar que ela podia sentir como eletricidade. — Bela! — chamou Alex, surgindo atrás dela como uma sombra. — Vem cá. Ela se virou, surpresa pela aproximação repentina. — O que houve? — Preciso que você veja algo — respondeu ele, a voz firme, quase dura. — Algo que você precisa entender sobre o mundo que escolheu entrar. Ele a conduziu até um beco lateral, onde alguns homens trabalhavam com caixas e pacotes. A visão era desconcertante: mapas, armas, registros de territórios. Cada detalhe mostrava o quanto o morro era uma teia de controle e perigo. — Isso é… — Bela começou, sem cons

