cap 04 a Jade não morde

1645 Palavras
Jade. . . . Abro meus olhos lentanmente, estava um local desconhecido. Pisquei e por um segundo lembrei que tinha vindo para casa do Caio. Me virei para o outro lado e ele estava sentado mexendo no celular. - Como você está? - Caio pergunta e beija minha testa. - Dolorida. - Murmurei. - Me diz o que realmente aconteceu. Logo me veio na cabeça todos os momentos de ontem a noite, as lágrimas já molhavam minhas bochechas. - GT me parou na rua e me fez entrar no carro com ele... Depois fomnos parao barraco e nós transamos. - Você tem certeza que quis isso, Jade? - Tenho certeza absoluta. Infelizmente. - Murmurei. - Como eu vou voltar para casa? Eu não sei mentir e a Rosa vai pirar Caio. - Arregalei os olhos. - Nao éo fim do mundo e você não precisa contar para ela agora. - Assenti. - Tudo bem. - Tué toda princesinha, p***a, me diz uma coisa. - Ele diz. - Tu era virgem né? - Mordi os lábios. Sim. - Desabafei e ele me olhou com pena. - Caralho... - Balançou a cabeça. - Relaxa um pouco antes de ir para casa tá? Vou pedir para minha mãe trazer o almoço para você... também vou na sua casa buscar roupa e suas maquiagens para tu amenizar esse pescoço aí. - Muito obrigada, de verdade Caio, você é muito importante para mim. - Eu disse e ele sorriu. - Tué minha família, morena! - Caio disse e saiu do quarto. Tudo isso que tá acontecendo é algo que não sei explicar. Eu realmente não sei o que me deue muito menos sei O que pode acontecer. O meu maior medo é Gabriel explanar para todo mundo, isso seria a pior coisa no momento. Logo comigo que nunca tive fama de nada nesse morro, aliás, até tinha, fama de menina certa, que não se envolvia com coisas e pessoas erradas. Ouvi alguém bater na porta, murmurei apenas um entra. - Está com fome, querida? Caio disse para trazer o almoço para ti. - Tia Regina, mãe do Caio, pergunta. - Não tia, não sinto fome! Pois vai comer! Ram... tá muito magrinha. Tem que comer sim. - Ela disse trazendo um prato na mão. - Olha, preparei uma lasanha de frango para você. - Sua lasanha de frango não tem como negar né? - Sorri abertamente. . . Gabriel.. . Porra, eu não sei o que deu em mim, eu não queria ter transado com essa mina, papo ret0. Fiquei muito louco ontem, passei dos limites. Mas f**a-se também, não há o que fazer, se ela espalhar para favela toda eu desminto. Sou o GT p***a, o chefe desse c*****o, não devo nada a ninguém, se peguei essa novinha foi porque ela quis, posso fazer absolutamente nada. - Gabriel, cê passou dos limites, caralho. - Caio andava de um lado para O outr0. - Ela está cheia de marcas... - Diz preocupado. - Idai c*****o? Tô todo arranhado também. - Eu disse acendendo meu cigarro. Ela não vai esquecer isso nunca, será que você entende? Qual foi Caio Lucas? Vai ficar preocupadinho com a mina agora? Que se f**a ela também, estou pouco me lixando para ela. - Ela é importante para mim Gabriel, fez parte da minha infância, esteve comigo desde pequena e diferentes de muitos, ela continuou comigo após a vida do crime. - Disse. - Sabe o quanto essa garota zelava pela virgindade dela? Ao menos tratasse ela melhor... Eu imagino o quanto ela seja especial para ele...E isso me faz ficar puto pois eu entendo a sua preocupação. E eu jamais o perdoaria se ele fizesse o mesmo com a Joana, minha prima. Não posso voltar no tempo. - Digo Seco. - Eu sei disso, só espero que tu fique longe dela. Tanta mina de quatro para mim, por que eu fui t*****r logo com essa garota?! Jade. . . - Caio, eu vou para casa. - Digo. - Tudo bem, espero que você fique bem morena, - Disse e deu um sorriso. Me despedi da tia Regina e pedi para Caio me levar em casa de moto. Chegamos rápido em frente a minha Cása. - Tchau, fica bem. - Beija minha testa. - Vou ficar, muito obrigada por tudo. Beijo sua bochecha e viro de costas. - Jade? - Gritoue eu me virei novamente. - Não conte para a Rosa, jae? - Assinto. Abri a porta da minha casa e fechei os meus olhos sentindo aquele cheirinho de comida de mnãe. Abracei Rosa e ela me apertou contra si. - 0i Rosa. - Beijo sua cabeça por conta dela ser baixinha. - Nem para me avisar que ia dormir na casa da Júlia hein? - Diz indignada me fazendo sorrir. - Desculpa... O que tem de bom? Estou Com fome. - Comida. - Diz me fazendo revirar os olhos, ela sempre faz essa piadinha *** Acordo com meu despertador apitando. Levanto lentamente e caminho em passos curtos até o banheiro. Faço minha higiene matinal e ponho a roupa da escola, passo maquiagem em todas as partes roxas do meu pescoço e s***s. Desci as escadas, peguei um biscoito recheado e parti para a escola. Como sempre a aula foi bem desgastante, eu dava graças a Deus que estava perto do final do ano. Nem esperei as meninas nem nada, fui direto para casa, eu não queria ouvir a Júlia perguntando o porquê de eu não ter ido até a casa dela ontem. Cheguei na portaria e de longe me arrepiei por completa. Ele estava lá, sem camisa, com sua tão amada fuzil nas costas, seu olhar era de desdém, ao seu lado estava o tal de dimenor. Passei por eles de cabeça baixa. - lai gatinha. - Dimenor grita e eu viro sorrindo. - Olá. - eu disse, vio GT me olhar de rabo de olho mas não liguei. - Tchau, dimenor. - Acenei e subi para minha Casa. WhatsApp on Júlia: Pq você não veio aqui ontem? Júlia: Me deixou esperando. Eu: Desculpa Ju, tive que ajudar Rosa com algumas coisas. Whatsapp off . . Me arrumei rápido, pus um vestido básico e uma sandália, me maquiei e deixei meus cabelos longos soltos...aliás eu tinha que caprichar, era meu grande primeiro dia de trabalho. - Boa sorte, querida. - Rosa diz para mim. - Obrigada, até mais tarde. *** O trabalho superou todas minhas expectativas, por mais que eu estivesse morta de cansada e ainda com dores no corpo, foi muito gratificante. A clientela era boa e eu sempre tentava ser o mais gentil possível. Conheci uma vendedora chamada Joana, ela era muito simpática, bem doidinha mas era gente boníssima. - Já estou indo Joana... - Beijo seu rosto. - Ei vamos lá para casa? Queria te conhecer mais. - Disse sorrindo, não Consegui negar. - Claro, só me diz onde é, quero ir antes em casa tomar um banho. - Digo e ela me passa o endereço. Cheguei em casa e já fui logo tomando banho e já que era para ficar no morro mesmo, pus um short jeans e ma regata preta, calcei meu chinelo e prendi meu cabelo em um coque frouxo. - Não vai comer? - Rosa pergunta. - Não Rosa, qualquer coisa eu compro um podrão aí fora. - Eu disse ea mesma assentiu. Fui cortando caminho por todos os becos que tinha por alí, quanto mais oportnidade que eu tenho para evitar de encontrar o GT é melhor. - Joana. - Gritei em frente a um portão de madeira. Apesar de todo o preconceito das pessoas com o morro, aqui sempre teve casas muito lindas e bem arrumadas, com certeza a de Joana é uma delas. Havia um portão enorme de madeira, dava para ver um pouco da frente de sua casa que era toda pintada na cor bege. - Já estou indo. - Grita de volta. Vejo a morena abrir o enorme portão. - Oi... - Me cumprimenta e albre espaço para eu entrar. Sua casa era pequena, mas muito linda. Bem mobiliada e muito aconchegante. - Essa é minha irmäzinha Lara. - Disse. Peguei a neném com todo amor. Sempre tive um amor fora do comum por crianças, Rosa disse que foi uma dádiva que eu puxei da minha mãe. - Oi amor. - Apertei suas bochechas gorduchinhas e a mesma gargalhou. - Esquece o que ela diz, ninguém entende, só minha mãe. - Disse me fazendo sorrir. -E você tem irmãos? - Pergunta e eu nego. - Sortuda você, tenho dois, deve ser bom ter os pais só para ti. - Disse espontânea. - Quem dera ter meus pais só para mim, eles já faleceram. - Murmurei. - Sinto muito mesmo... Que i****a da minha parte. - Se desculpa. - Você não teve culpa... - Sorrimos. - Vou esquentar a comida da Lara, minha mãe me deixou sozinha com ela. - Revirou os olhos. - Fica com ela para mim por enquanto? - Disse e eu assenti. Pego a neném no colo e fico brincando com a mesma. Dei um sorriso quando Lara apertou meu dedão e soltou ma gargalhada espontânea. A porta foi aberta, direcionei o meu olhar, encontrando a pessoa que eu menos queria ver naquele instante. - Tô com fome. - Gabriel grita e gargalha em seguida. Assim que ele virou e me viu alí, se manteve sério. -O que você faz aqui? - Perguntou rude e a sua vOz grossa ecoou pela sala. - Eu, eu.. - Joana me interrompe. - Ela é minha amiga de trabalho, isso é jeito de cumprimentar as pessoas, primo? - Pergunta. - Só vim rangar mesmo mas deixa para a próxima. - Diz. - Que isso Gabriel, come com a gente, a Jade não morde não... - Diz e ele dá de ombros. . .
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