Capítulo 35 Sanguinário-2

894 Palavras

Ele levanta os olhos quando eu entro, e o medo já toma conta da cara dele. Nem espero. Dou dois tapão na cara dele, um de cada lado, com a mão aberta. O baque é seco, satisfatório. — AÍ, CHEFE! POR QUÊ? — ele grita, segurando o rosto, os olhos cheios de lágrima de dor e de não entender pørra nenhuma. Dou uma gargalhada. É de ódio, não de graça. — Quer dizer que tu não sabe? — pergunto, me aproximando. — Até onde eu sei, eu não fiz nada, chefe! Tu cismou comigo mesmo, pørra! Antes… Não deixo terminar. Enfio a mão na boca dele, agarro um dente da frente e quebro na base, com um estalo nojento que ecoa no barraco vazio. O grito dele é abafado pela minha mão, um som de animal agonizando. — AGGHHH! JÁ NÃO BASTAVA O BRAÇO, AGORA SEM DENTE! — ele cospe sangue e os pedaços do dente no chão d

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