Capítulo 121 Sanguinário

1094 Palavras

Sanguinário Narrando Antes que ele terminasse a mentira, outro murro. Dessa vez, senti o dente quebrar na minha junta. Ele caiu de lado, engasgando. Pisei na mão boa dele, a que não tava deslocada, e pressionei, ouvindo os ossos rangendo. — Para de graça, pørra! Na hora de fumar, tu tava consciente! Sabia o quanto queria! Agora vem fazer essa cara de santo? E continuei. Murro. Chute. Murro. Não era mais só vingança pelo morro, pela ousadia. Cada golpe era um pedaço da dor que eu vi nos olhos da Mariana. Da confusão que eu causei. Da dependência doentia que eu tô sentindo por ela. Tava batendo no Lucas, mas no fundo, tava tentando esmagar a minha própria fraqueza, a culpa que me corroía por querer aquela menina tanto assim. Ele já nem gritava mais direito. Só gemidos baixos, animais. U

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