Júnior Narrando Mano, foi moleza. O coroa e eu ficamos na cola da véia desde que ela meteu o pé do galpão com a nossa grana. Sabia que ela ia ter que dar as caras, se virar. Só botamos uns olheiros nos lugares que ela podia aparecer – clínicas, lojas baratas, essas paradas. Quando o maluco que a gente pagou entrou em contato, foi como ganhar na loteria sem comprar bilhete. Ele viu a foto que a gente espalhou, reconheceu a véia entrando na rodoviária, e mandou mensagem na hora. "Tá aqui. Cadê a recompensa?" O velho, sempre esperto, tinha separado uma grana que recebeu adiantado pela "cabeça" da Mariana – um adiantamento de um dos trouxas que queriam a virgindade dela antes da gente fechar com o Sheik. Tirou uma quantia boa e deixou reservado: "Se alguém achar a dona Marilene". E deu certo

