Mariana Narrando A voz era rouca, gutural, carregada de um t***o brutamontes. Era inconfundível. Sanguinário. Meu corpo inteiro congelou. Apontei para o próprio peito, num gesto mudo de incredulidade. Por que ele está falando meu nome? Cheguei ao topo da escada, me escondendo atrás da parede, e espreitei para a sala. A visão me atingiu como um soco no peito. Ele estava lá. De costas para mim, de pé atrás do sofá grande. E debaixo dele, curvada sobre o encosto do móvel, com o rosto virado de lado, estava uma mulher. Ruiva. Cabelo vermelho-borgonha espalhado sobre a pele muito branca. Ela usava apenas um sutiã minúsculo e uma calcinha que eram mais fios do que tecido. E ele… ele estava segurando-a firmemente pelos quadris, o corpo nu da cintura para cima suando, e ele estava a penetra

