Capítulo 33 Mariana

1387 Palavras

Mariana Narrando Ele disse que ia para a outra casa e me deixou sozinha. O silêncio que se seguiu foi tão absoluto que parecia um ser vivo, pesado e observador. Arrumei algo para comer sem mexer muito nas coisas dele – um pão velho, um resto de queijo –, movimentos automáticos de uma náusea que era mais da alma do que do estômago. Depois, refugiei-me no quarto. Não havia nada para fazer além de existir, e eventualmente, o cansaço do pânico me venceu. Adormeci. Acordei cedo, com o primeiro raio de sol furando a pequena janela alta. A rotina me salvou. Tomei banho, lavei o cabelo com o cuidado de um ritual sagrado, esfolei a pele, hidratei. Verifiquei meus pelos corporais – felizmente, o pouco que tenho ainda está sob controle, a depilação a laser que comecei antes de… tudo isso, ainda ma

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