Elisa não sabia onde enfiar a cara, de vergonha. Ela tinha mesmo dito aquilo? Em quinze dias tinha dito “eu te amo” para o garoto com quem estava ficando? Ela tinha mesmo superado todos os limites. O verdadeiro significado de “emocionada”. Logo ela, que se achava tão racional, tão fria. Helena sempre duvidara da capacidade da irmã de se apaixonar. E agora estava ali, se declarando para um cara que tinha conhecido há duas semanas e que vivia em outro estado. – Você está mentindo. É brincadeira sua, né? – Se apegava a uma possibilidade de sair dessa. Arthur ainda se recuperava, tinha a respiração ofegante e os olhos fechados. Seu peitoral subia e descia. – Não – olhou para ela. Elisa, que estava com o corpo todo virado para ele, se sentou direito no sofá e deitou a cabeça no encosto, o

