Elisa tinha duas malas grandes de rodinha nas mãos e uma mochila nas costas. Corria pelo aeroporto, abrindo caminho entre as pessoas. Era muita coisa para apenas uma pessoa carregar e pior, ter que correr. Das caixas de som, soava de tempos em tempos, um apito e uma voz feminina informando os horários dos voos, o início dos embarques e a hora de fechar as portas. O voo de Elisa estava quase fechando e decolando sem ela. Não se conseguisse correr mais rápido. Gritou para pessoas paradas em sua frente, esbarrou em outras, talvez tenha passado com a rodinha em cima do pé de uma senhora. O que no fim valeu a pena. Porque conseguiu despachar as duas malas e chegou, ofegante e suada, mas a tempo de entrar no avião. Todos já estavam sentados e olharam para ela, descabelada, bagunçada e atr
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