Andrea logo os deixou sozinhos de novo. Elisa e Arthur, os dois enfermos, tomavam seu mingau, em silêncio. Mas não era um silêncio qualquer. Porque dentro da mente deles se passava muita coisa. Inclusive, diálogos entre eles, coisas que queriam dizer e diriam quando chegasse a hora certa. Sentiam que, primeiro tinham que madurar os pensamentos e sensações que os corroíam. Era uma situação nova para os dois, ninguém os havia ensinado como reagir à isso tudo. Se deram conta, em meio àquela quietude, de que tinham menos tempo juntos a viver, do que já tinham vivido até ali. O problema é que parecia que não tinham vivido quase nada. O que fizeram nos últimos 15 dias? Para onde eles foram? Foram para onde todo o passado vai, para a memória. Viraram lembranças, assim como virariam os próxim

