O beijo de Erico era diferente. Ainda assim, bom. Tinha gosto de gin e era o álcool que impulsionava o desejo. Por isso, Elisa não o afastou, ou interrompeu o contato dos dois. Aquela noite com Erico, até ali tinha sido perfeita. Mas quando se afastaram, ela não sabia o que dizer. A queima de fogos ainda brilhava no céu. Os dois olharam para cima, para assistir. Elisa se lembrou de gravar um vídeo para a família e pegou o celular. Conseguiu registrar os dois últimos minutos de explosões de cores e enviou para eles. – Dá sorte, sabia? – Erico colocou um fim entre o silêncio entre eles. – O quê? – Se virou para olhá-lo. – Beijar na virada. Ela sorriu. – Não sabia. – Seu ano está garantido agora. – O seu também. Erico não fazia seu coração saltar no peito, como Arthur. Mas era extrem

