Narrado por Aurora O jeito que os olhos do Elias brilharam quando viu minha pintura... não era só orgulho. Era desejo. Era promessa. Era fome de mim. Ele colou a testa na minha e sussurrou que eu tirava o ar dele. Mas ele não fazia ideia do que ele fazia comigo. Minha mão estava no peito dele, e sentia o coração disparado, quase fora do controle. O calor da mão dele na minha cintura me queimava por dentro. Quando ele me puxou com mais firmeza e colou o corpo dele no meu, senti o desejo pulsar como uma corrente elétrica atravessando minha pele. — Aurora... — ele murmurou, a voz grave e baixa, como se estivesse pedindo permissão pra me destruir. E eu dei. Não com palavras. Com a boca na dele. Com a urgência dos meus lábios. Com a minha língua implorando por espaço na dele. Com o gemid

