Horas depois... A inquietação não me deixava em paz. Algo dentro de mim me empurrava para fora da cama, um incômodo insistente, como se o Espírito Santo me chamasse para orar. Desde que Théo foi embora, essa sensação estranha tem me perseguido. Algo r**m. Algo sufocante. Levantei-me pela décima vez naquela noite e me ajoelhei diante da janela. Fechei os olhos, respirei fundo e comecei a orar. Mas, pela primeira vez, não encontrei palavras. Não sabia o que dizer, o que pedir. Apenas deixei que as lágrimas caíssem, pesadas, levando consigo o nó sufocante que apertava meu peito. Eu deveria ter contado a Théo. Deveria ter confiado nele, em vez de agir por impulso. Antes de qualquer coisa, eu deveria ter falado com Deus, buscado discernimento. Suspirei. Terminei minha oração e me levantei,

