Théo: Depois que saí da clínica, me senti desorientado. Havia sangue do meu pai nas minhas mãos. Olhar para aquilo me fazia sentir envergonhado... triste. Mas não arrependido. Era ele... ou nós. Talvez o erro tenha começado muito antes, nos meus avós. Às vezes, o "não" também é uma forma de amar. E, no caso do meu avô, o que faltou foi pulso firme, ele deveria ter internado Frederico antes que o monstro crescesse. Meu pai é um psicopata. Tudo o que eu queria era ter tido um pai amoroso. Uma família normal. Queria aquelas discussões bobas, um puxão de orelha por agir como um moleque inconsequente, uma bronca e depois um abraço. Mas não. O que eu precisei fazer foi castrar o meu próprio pai... para garantir que nenhuma mulher, no futuro, passasse pelo que ele nos fez viver. Sentado na mo

