De pé, encostado no carro com os braços cruzados, aguardava, ansioso, pelas minhas garotas. Sabia que me fariam esperar, e fizeram. Suspirei, impaciente, passando a mão pelos cabelos. Abri a porta do carro e sentei-me ao volante, inquieto. Curiosamente, quem se casava hoje não era eu, mas ainda assim os nervos me traíam. Inclinei a cabeça sobre o volante, buscando acalmar o coração, mas levantei-a ao primeiro som: o riso da minha filha. Logo em seguida, o perfume familiar, doce, inconfundível, de Valentina e Melina inundou o ambiente, e então eu soube que haviam chegado. Quando ergui os olhos e as vi aproximando-se, meu coração simplesmente parou por um breve instante. Estavam deslumbrantes. Obrigado, Senhor. Melina trajava um vestido longo em azul royal, acentuado ao corpo e com a par

