Sentados um de frente para o outro, eu segurava o copo de água entre as mãos, tentando controlar as emoções que ainda me dominavam. Bebia em pequenos goles, sentindo a garganta seca, enquanto Théo me observava com um olhar que era ao mesmo tempo calmo e intenso. Ele parecia capturar cada movimento meu, como se quisesse me memorizar de novo. De vez em quando, sua mão vinha até meu rosto, afastando fios de cabelo que teimavam em cair. O toque era gentil, quase protetor, e fazia meu coração acelerar. Mas eu ainda estava em choque. Meu peito apertava só de pensar: era ele. O homem do lago. Como se tivesse ouvido o que eu estava pensando, ele enfiou a mão no bolso da calça, um gesto lento, quase calculado. Quando sua mão voltou, eu vi o que ele segurava, e meu mundo parou. Na palma de sua

