Minutos depois... O caminho todo foi silencioso entre nós dois, mas a pequena falava pelos cotovelos. Estacionei em frente à nova casa da Émilie. Ela desceu a garotinha, mas antes que saísse, segurei em seu braço e disse: — O que você pretende fazer? Precisa procurar saber quem são os pais dela. Eu vou investigar isso. Ela balançou a cabeça e respondeu: — Obrigada. Essa é a terceira vez que ela aparece na confeitaria toda suja e pedindo comida. Fiquei com dó dela... se pudesse, não a devolveria para a mãe. Ela nem se deu ao trabalho de procurar pela filha. Olhei para ela e sorri. Suas bochechas estavam vermelhas, e a ponta do nariz rosada denunciava o quanto ela estava irritada. — Não precisa agradecer. Vou em casa e, daqui a pouco, volto com algumas peças de roupa infantil. Acho qu

