Voltar à rotina parecia um desafio maior do que eu imaginava. A cidade me engolia com sua pressa, com o som dos motores e o cheiro de concreto aquecido. Era como se o mundo lá fora não tivesse parado nem por um segundo durante minha ausência. Mas eu havia parado. Me transformado. E agora, voltava diferente. Meu estúdio de design de interiores era acolhedor e bem iluminado, com janelas grandes que deixavam a luz da tarde invadir os espaços. As plantas que decoravam as prateleiras estavam ainda vivas — graças à minha assistente, Lara, que segurou as pontas durante minha licença. Ela me recebeu com um sorriso caloroso e um café fresquinho, como se eu não tivesse ficado meses longe. — Você voltou com outro brilho, chefe — ela comentou, com aquele jeito sincero que sempre admirei. —Maternida

