O cheiro da mata úmida entrou pelas minhas narinas como um bálsamo. O chão coberto de folhas macias amaciava meus passos, e a luz filtrada entre as árvores criava desenhos dourados sobre minha pele. O mundo parecia suspenso ali, como se o tempo andasse mais devagar naquela parte da floresta. Havia uma paz selvagem naquele silêncio, uma respiração ancestral pulsando nas raízes e nas pedras. Voltei sozinha à trilha onde Ayana me guiara no dia anterior. Ainda sentia o calor do momento em que corri com a minha loba — ou melhor, com nossa loba. Desde então, algo havia mudado. Era sutil, mas constante. Como um calor morno sob a pele, um sussurro no fundo da mente. A presença dela, me observando por dentro, como se testasse minha a******a. — Estou aqui — murmurei, quase sem perceber. E então,

