POV LIZ Os primeiros dias em casa com o bebê foram uma mistura caótica e mágica. Havia uma nova energia no ar — como se o apartamento inteiro respirasse junto com aquele serzinho pequeno que agora ocupava o nosso mundo. Tudo girava em torno dele. Os horários, os sons, os nossos passos. Cada choro era um sinal a ser decifrado, cada suspiro uma música nova para aprender. E mesmo entre as olheiras, as mamadas de madrugada, as fraldas e o leite derramado na blusa, havia uma paz serena tomando conta do meu coração. — Está tudo bem, meu amor — murmurei, embalando-o nos braços às três e quarenta da manhã, pela quarta vez naquela noite. — Mamãe está aqui. Kai apareceu na porta do quarto com os cabelos bagunçados e o olhar sonolento. Ele não reclamava. Nunca. Sempre que eu precisava, lá estava

