Dirigi rápido, mas com controle absoluto. Meu foco estava nela. Liz estava encolhida no banco do passageiro, os braços envolvendo o próprio corpo, e o olhar perdido. Ainda respirava rápido demais, como se sua mente estivesse tentando processar tudo ao mesmo tempo. Eu conhecia bem aquela reação. O choque. O medo depois do perigo. A raiva ainda pulsava sob minha pele, a lembrança do desgraçado encostando nela me fazia querer voltar e terminar o serviço. Mas não. Minha prioridade era Liz. Quando finalmente estacionei na garagem subterrânea do meu prédio, soltei o cinto e me virei para ela. — Liz… — minha voz saiu mais baixa, menos feroz. Seus olhos se ergueram para mim, ainda confusos. — Vem, eu te levo. Antes que ela protestasse, saí do carro, dei a volta e abri a porta ao se

