Fazia tempo que eu não respirava tão fundo. E fazia ainda mais tempo que não sentia vontade de rir por coisas pequenas. O ar do Japão era diferente. Não só pelo clima mais seco e o perfume de flores que escapava de alguma árvore próxima. Era diferente porque não estava saturado de medo. Aqui, o céu parecia maior. O silêncio entre os sons da cidade me abraçava. Era como se eu tivesse saído de uma tempestade e finalmente encontrado abrigo. Kai ajeitou Alexander no canguru preso ao peito. O bebê estava bem desperto, observando tudo ao redor com os olhos semicerrados. Tinha dormido bem à noite, acordando apenas uma vez para mamar e depois voltando a embalar no sono como se também estivesse em paz. — Ele está amando esse negócio — comentei, ajeitando a alça da minha bolsa de lado. — Nem pare

