As mãos eram firmes, mas gentis. Fios de fita métrica passavam sobre meu b***o, cintura e quadris enquanto as lobas mais velhas falavam entre si em um tom quase técnico, embora eu pudesse sentir o deslumbre velado em suas vozes. Eu estava em uma sala ampla da casa principal do clã, com janelas altas que deixavam a luz dourada da tarde banhar o ambiente. O cheiro de alfazema e linha recém-cortada pairava no ar. — Vinte e dois centímetros de ombro a ombro — murmurou uma das mulheres, Ayla, franzindo os lábios. — E olha essa cintura! Como pode já estar assim tão fina? — Ela tem o sangue antigo — respondeu outra, de olhos acinzentados e cabelos completamente prateados. O nome dela era Dorina, e havia algo místico nela, como se conhecesse segredos que ninguém mais ousava pronunciar. — O corpo

