expressão magoada

2327 Palavras
~~CAPÍTULO 11~~ CHLOE ROSS Eu estava sentada na cama de Diego, depois de um banho longo e quente, Diego sumiu há mais de 20 minutos, alguma coisa haver com o trabalho que o tirou do quarto. Não, eu deixei as coisas irem longe demais, se Alonzo não tivesse batido na porta com toda a certeza eu estaria me perguntando se foi a coisa certa a fazer. Chloe, Chloe, pense. Alguém bateu duas vezes na porta antes de girar a maçaneta e abrir, Diego apareceu ainda vestindo as roupas anteriores, neste caso jeans. — Sinto muito, tive uma emergência. Comentou Diego aproximando-se. — Você vai dormir no sofá. Eu digo diretamente, não irei sair fugindo como uma adolescente desesperada, entretanto irei colocar um limite entre nós até que eu consiga digerir o que aconteceu. — Chloe.. — Fique quieto. Ordenei, ele não virá com essa conversa mole para cima de mim. Tirando os chinelos, subo na cama, maldição, onde está meu urso? Eu não durmo sem ele. — Algum problema? Diego questionou, eu peguei o travesseiro e joguei nele. — Onde está meu urso? — Eu não sabia que... Eu cruzei os braços. — Eu vou comprar um.. Ele pegou sua carteira saindo do quarto imediatamente, onde ele vai encontrar um urso a está hora da noite? Disquei o número da Emily rapidamente. — Sua v***a, o que você quer? — Eu quase fiz sexo com Diego. — O quê? Ela gritou deixando-me apavorada. — Emily querida algum problema? Ouço a voz da mamãe, o que ela está fazendo em casa? — Você está na minha casa? — Sim, e todo mundo está olhando para mim. Oh merda, não era isso que queria quando liguei para ela, o que ela está fazendo em casa? — Sua vaca, porque não disse antes que ainda estava em casa? — Melhor a gente trocar as ideias amanhã, está ficando esquisito. Ela encerrou a ligação, em seguida entra a chamada do Lucas. — Coisa de mulher Lucas. Eu informei procurando melhor posição para dormir. Diego não encontrará um urso a essa hora da noite. — Está bem, você está bem mesmo? — Sim, eu só queria falar com uma amiga, não com um irmão ou mãe. — Entendi, vou dizer a mamãe não se preocupar que é coisa de mulher. — Obrigada. — Disponha. Encerei a chamada e olhei para essa cama enorme, rapidamente, eu segurei o travesseiro enorme acalmando vendo se consigo dormir, depois de mudar diversas vezes de posição eu finalmente apaguei. Quando o despertador tocou, eu quase caí da cama, bela forma de iniciar o dia, arrastando-me da cama, caminhei lentamente até o banheiro, depois de fazer minhas higienes e tomar banho, enrolei-me em uma toalha em busca das roupas do dia anterior. Preciso passar em casa para trocar de roupas. Quando vejo um vestido azul em cima da cama recém arrumada. Segurando-a, ela tinha etiqueta e cheiro de novo. Vestindo-a ela se encaixava perfeitamente em meu corpo, fui até o closet de Diego para escolher um casaco de frio, talvez ele tenha algum mais femininos, não, um desses blazer é suficiente, no hospital eu tenho algo quente para vestir. Abro o closet, entretanto, as joias chamam minha atenção, são diversos relógios de marcas exibidas da vitrine, um mais lindo que o outro, Diego tem bom gosto. Deixando isso para lá, eu pego seu blazer azul escuro, ele ficará enorme no meu corpo, nada que eu não possa lidar, quando estava puxando a porta do armário para fechar, noto algo que me pareceu estranho, seguindo minha curiosidade, eu abro completamente todos os armários. Seu armário tem roupas femininas entre suas coisas. Não, não, ele trouxe uma mulher para seu apartamento? Não, não, ele não teria coragem de trazer-me... Saio rapidamente do seu quarto e pego o corredor, descendo as escadas eu grito. — Diego Bellucci. Eu disse descendo as escadas descalças, ele estava sentado na mesa de jantar lendo jornal. — Ele ficou bom em você. Diego disse, quando notou seu casaco sob o meu corpo seus olhos ficaram enormes. — Porque no seu closet tem roupas femininas? — Eu comprei para você. Eu permaneci imóvel. Ele comprou de comprar roupas para mim? — Porque compraria roupas para mim? — Porque estamos tentando, e eu quero que esteja tudo bem entre nós. Ele disse levantando da cadeira aproximando-se. — Encomendei as melhores roupas da Itália, para minha futura esposa, eu quero que venha com muita frequência no meu apartamento sem se preocupar com nada. — Você comprou roupas para me, guardou-as no seu closet? Eu questionei em choque, ele está falando realmente sério? — Sim, tem mais, te darei meu código, assim virá na hora que desejar. — Não está aprontando nem? Porque se você aprontar Diego... — Um voto de confiança. — Hum, eu vou tomar café. Eu levantei o pescoço balançando meus cabelos, como uma gata charmosa, me sentei na poltrona, encarei Diego com desconfiança, entretanto, ele estava muito tranquilo para alguém que estava aprontando. — Bom dia menina. Virou para o lado e vejo uma senhora, ela não é nada do que imaginei que seria. Ela tem cabelos grisados, rosto muito bonito e delicado, ela é mais baixa que eu comparando com o grande Diego a minha frente. — Bom dia Safira, agradeço pelo jantar de ontem. Eu agradeço, a comida estava deliciosa. — Faço com muito gosto menina. Sirvo um copo de leite, ovos e pão torrado. — Ele já trouxe alguma companhia feminina? Questionei a ela sutilmente. — Sabe que eu posso mentir menina. — A senhora não mentirá, ama demais o Diego para saber que se mentir para me, eu deixarei uma cicatriz em sua mão. Outra cicatriz. — Ela não está brincando, Safira. Alertou Diego a ela. — Pelo menos enquanto estou no apartamento, nunca vi nenhuma mulher. — Se alguma mulher já pisou aqui, eu saberei, vagabundas não se esquecem o enderenço do seu amado com facilidade. Eu sorri acenando para Diego. — Alguém já disse que você é terrorista? — Eu não sou boba, sei que fodeu a cidade toda, agora, você não está mais disponível para f***r a cidade toda e eu vou garantir que não me faça de i****a. — Muito mais ciumenta que eu. — Eu não te dei motivos, quando isso acontecer, podemos medir o nível dos ciúmes de cada um. — Você tem pretendentes? Ele questionou, se ele não notou, não tenho muito tempo para observar quem está a fim de mim. — Eu sou uma mulher muito bonita, homens beijariam meus pés se, eu permitisse. Ele parou de comer, sorri. — Já imaginou, depois desse tempo todo, eu decidir me casar com outro? Provoquei. Ouço um estrondoso barulho do copo caindo no chão, dei um gole no meu leite, quem é mais ciumento? Diego ficou de pé, jogando guardanapo na mesa retirando-se furioso, ele voltou segundos depois com meus sapatos e minha bolsa. — Não se esqueça das compras. Safira lembrou-me. Diego segurou as sacolas, enquanto guia-me até o elevador, depois de inserir o código nós descemos em silêncio. Quando chegamos no hospital, Diego colocou a mão em volta da minha cintura enquanto caminhamos pelo saguão do hospital, pegando o elevador, nós entramos na ala psiquiatra. — Bom dia doutora Chloe. A moça da recepção desejou, eu apenas acenei para ela, enquanto sou guiada pelo Diego até meu consultório. — Te pego mais tarde. Assenti, ele alcançou minha boca, entretanto não me beijou, afastou-se e foi embora sem se despedir. Eu estava olhando para alguns exames quando meu telefone tocou, na tela apareceu a foto do papai. — Oi pai. Digo. — Diego ligou-me, ele quer negociar e oficializar o noivado. Eu pisei na ferida com o meu comentário. — Dificulte um pouco e se mostre indisponível. Comentei. — Não estou entendo, você queria casar com ele. — Ainda quero, faça o que peço, eu coloquei uma ideia na cabeça do Diego, quero que crie pulgas. — Está bem, vou adiar a reunião por dois meses, depois falamos sobre a festa do noivado. — Perfeito, te amo pai. — Eu também. Não vai demorar muito para tio Marcos me ligar irritado, eu preciso dar uma boa desculpa para mamãe, ela sim que é o problema. Meu telefone começou a tocar, tio Marcos tal como imaginei. — Chloe, não estou gostando disso, seu pai veio com alguma desculpa dizendo que está ocupado no momento para negociar. Tio Marcos reclamou como sempre. — Eu já disse para reclamar no papai, ligar para me, só diverte meu dia chato. — Eu devo me preocupar? — Deve? Pergunte ao seu irmão. Encerrei a chamada para atender a chamada da minha mãe. — Oi mãe. — Desbucha, porque eu preciso entender você. — Calma mãe, Diego está muito confiante que as coisas saíram do jeito dele e que terá uma esposa loucamente apaixonada por ele disponível todos os dias, só estou lhe dando um choque de realidade, que o amor acaba e a Chloe apaixonada pode desapaixonar e casar com outro. — Pensando desse jeito faz todo sentido, ele precisa valorizar a mulher que irá ter ao seu lado. — Não se preocupe, está tudo bem. — Bjs filha. Ela encerrou a chamada. Quando o terminei o turno, encontrei Diego me esperando no estacionamento, seu semblante não era dos melhores, entretanto ele acenou abrindo a porta do seu BMW para mim. Entrei no seu carro silenciosamente, ele não estava afim de falar, eu não insistira, tive um daqueles dias longos que só quero chocolate e cama. Ajustei meus óculos enquanto ligava para minha irmã sumida, as vezes me pergunto se tenho uma. — Que milagre Chloe. Bailey disse surpresa. — Hahaha, m*l que juntou as roupas com Matteo, esqueceu-se da sua irmã. Fiz drama, ela está ocupada com seus alunos, é plausível que não tenha muito tempo para divertir sua pobre irmã. — Chloe fazendo drama, não é muito a sua cara. — É a realidade, mas, não liguei para isso, que horas chegam amanhã? — Com toda a certeza de tarde, marcamos uma reunião na quinta-feira, com o hospital, de tarde para fazer a doação. — Lucas estará no meu apartamento, avise Emily para leva-lo. — Não irá convidar sua irmã mais velha para se instalar no seu apartamento? — Se eu não tivesse ligado? — Não seja má, eu prometo ligar com mais frequência. — Está bem, Emily ajudará a chegar no meu apartamento. — Bjs, tenho que ir. Ela encerrou a ligação. — Seus irmãos estarão na cidade amanhã? Diego finalmente resolveu falar. — Sim, quer dizer, menos o Rafael, ele é xodó da casa, onde mamãe vai ele está. Diego voltou a fazer sua greve de silêncio, as portas do elevador abrem-se, caminho lentamente até sua sala principal, ouço Diego aproximar. — Chloe.. Ele sussurra. Posso sentir seu hálito mentolado em meu rosto. Não posso garantir que esteja latejando, mas imagino que sim. A tensão s****l que ricocheteia entre nossos corpos tão próximos é tangível. Ele encosta a ponta do dedo no meu ombro, seu toque fazendo um inferno correr dentro mim e, lenta, suavemente, traça uma linha pelo meu pescoço, que vai parar no ponto sensível logo abaixo da minha orelha. Meu coração acelera. Tum… Tum… Tum… ele ofega. — Posso sentir, Chloe. Fico tensa e encosto mais ainda na parede. — Coloque a mão sobre o meu coração. Ele pede em voz baixa, pegando minha mão e a colocando em seu peito. Nem precisava ter feito isso. Posso ver seu coração batendo rápido por baixo da camisa. Não precisava senti-lo para saber disso. Ele é tão afetado por me quanto eu por ele. — Por que está tentando deter o inevitável? Segurando meu pescoço, ele levanta minha cabeça para que eu olhe nos seus olhos. Sou imediatamente consumida por eles. Seus longos cílios pousam em seu rosto quando ele se inclina, e seus lábios roçam minha orelha. Solto um gemido. — Aí está. Ele murmura enquanto desenha uma linha de beijos leves na lateral do meu pescoço. — Está sentindo. Estou. Sou incapaz de impedir isso. Meu cérebro travou, meu corpo está assumindo o controle e, quando sua boca faz o caminho do meu maxilar, eu me entrego ao fato de que estou perdida para ele, estou perdida. Então ouço o som de um telefone tocando. Não é o meu, mas a interrupção basta para me tirar do transe em que ele havia me colocado. Coloco as mãos em seu peito com firmeza e o empurro para longe de mim. — Pare, por favor! Ele se afasta, tirando o celular do bolso. — Merda! Ele rejeita a ligação e me lança um olhar furioso. — Ligue para seu pai. Estou chocada com minha incapacidade de proferir palavras tão simples. – Não. Sussurro. Pareço desesperada e sei disso. Ele dá uma risada. — Não? Ele me olha com expectativa, como se soubesse que não vou conseguir. — Eu não vou ligar. Murmuro, olhando direto em seus olhos azuis e me encolhendo pela dor física que as palavras me causam. Ele respira fundo, parecendo magoado. — Não acredito em você. — Pois deveria. Pronuncio claramente as palavras, e isso demanda cada molécula de força que tenho. Olhamos um para o outro pelo que parece uma eternidade, mas sou a primeira a romper o contato visual. Ele passa as mãos pelos cabelos, frustrado, e sai. Quando as portas do elevador se fecham, deixo o oxigênio voltar a fluir em meus pulmões e escorrego pela parede. Essa foi irrefutavelmente a coisa mais difícil que já tive que fazer, o que é ridículo, porque deveria ter sido a mais fácil. Nem sequer consigo começar a entender os porquês de tudo isso. Sua expressão magoada quando neguei que o queria quase me aleijou. Mas eu não vou ligar para o papai para agilizar a negociação, não agora, depois de ter conseguido sua atenção. Ele deixou-me sozinha em seu apartamento.
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