Capítulo 10

1009 Palavras
O aroma do café fresco misturava-se com o cheiro salgado do mar. Helena estava sentada na varanda do bangalô, observando o sol surgir lentamente no horizonte, pintando o céu com tons de rosa e laranja. Miguel entrou trazendo duas xícaras fumegantes, um prato com frutas frescas e torradas com geleia de manga. — Bom dia, minha sonhadora — disse ele, entregando uma xícara para Helena. — Você já está olhando o sol nascer de novo? — Bom dia, dorminhoco — respondeu Helena, sorrindo e tomando um gole de café. — É impossível não admirar isso. Olha só essas cores, Mig… cada dia aqui parece um sonho. — Verdade — disse Miguel, sentando-se ao lado dela. — Mas eu prefiro esse momento com você do que qualquer paisagem. Helena riu e apoiou a cabeça no ombro dele. O café da manhã seguiu tranquilo, com eles discutindo os planos do dia: passeio de barco, mergulho com golfinhos e exploração de uma ilha pouco visitada pelo resort. — Vamos tentar ser corajosos hoje — disse Miguel, sorrindo. — Quero nadar mais perto dos golfinhos, você topa? — Eu topo — respondeu Helena, animada. — Mas você promete não me empurrar acidentalmente para eles? — Prometo — disse ele, rindo. — Vou te proteger o tempo todo. Depois do café, o casal preparou equipamentos de snorkel, protetor solar e câmeras subaquáticas. Caminharam de mãos dadas pelo deck até o barco, admirando as cores do mar e as pequenas ondas que se formavam na superfície. Cada detalhe parecia feito para eles, como se o paraíso existisse apenas para compartilhar aquele momento juntos. — Olha aquele barco ali — disse Helena, apontando para uma pequena embarcação com velas brancas — Parece uma pintura. — Melhor ainda é que vamos explorar algo assim — respondeu Miguel. — Só nós dois e o mar. O passeio começou suave, com o barco deslizando sobre as águas cristalinas. Conversaram sobre familiares, amigos e lembranças do casamento, rindo das pequenas situações engraçadas que aconteceram nos últimos dias. Cada risada e cada olhar fortaleciam a sensação de cumplicidade que os unia. Ao se aproximarem do ponto de mergulho, mergulharam juntos. Miguel segurava Helena pelas mãos, guiando-a pelos corais, apontando para peixes coloridos e pequenos crustáceos que se escondiam entre as rochas. — Olha aquele cardume! — disse Helena, maravilhada — Nunca vi nada igual. — Parece que estamos dentro de um aquário gigante — respondeu Miguel, rindo levemente — Mas ainda prefiro estar aqui com você do que qualquer aquário do mundo. De repente, um grupo de golfinhos apareceu próximo ao barco, saltando e mergulhando nas ondas. Helena e Miguel trocaram olhares animados. — Eles estão vindo para perto! — disse Helena, com os olhos brilhando. — Vamos tentar nadar com eles! — Sim, mas devagar — disse Miguel, segurando firmemente a mão dela. — Quero aproveitar sem assustá-los. A interação com os golfinhos foi mágica: eles nadaram ao lado do casal, saltando e girando nas águas claras. Helena sentiu uma alegria tão intensa que chegou a rir com lágrimas nos olhos, enquanto Miguel sorria, encantado com a felicidade dela. — Isso é simplesmente perfeito — disse Helena, boquiaberta. — Eu nunca vou esquecer esse momento. — Nem eu — respondeu Miguel, segurando sua mão — Cada detalhe desse dia vai ficar guardado para sempre. Após o mergulho, o barco os levou até uma ilha deserta, onde prepararam um pique-nique romântico na areia. O almoço incluía frutos do mar, frutas frescas, sucos naturais e pães artesanais. Conversaram sobre viagens futuras, sonhos e pequenas metas da vida a dois, enquanto sentiam a brisa do mar e o calor do sol. — Quero que cada dia da nossa vida seja assim — disse Helena, mordendo uma fatia de manga. — Cheio de descobertas, risadas e aventuras. — Vai ser — respondeu Miguel, sorrindo — Mas sempre juntos, sem pressa, aproveitando cada detalhe. Durante a tarde, exploraram trilhas curtas na ilha, encontrando pequenas lagoas, coqueiros inclinados e recantos escondidos que pareciam perfeitos para fotos. Helena riu quando Miguel tentou escalar uma pedra e quase escorregou, mas conseguiu manter o equilíbrio. — Você é desastrado, sabia? — disse ela, rindo. — Só para você me ver tentando ser aventureiro — respondeu Miguel, piscando para ela. — Mas prometo que não vou cair de novo. No fim da tarde, retornaram ao resort. Acomodaram-se no bangalô, tomaram banho e descansaram alguns minutos antes do pôr do sol, que seria o momento principal do dia. Vestiram roupas leves e caminharam até a praia, onde o céu já começava a se tingir de vermelho e dourado. — Cada pôr do sol aqui é mais bonito que o anterior — disse Helena, encantada. — Mas nenhum é tão bonito quanto você — respondeu Miguel, beijando delicadamente sua mão. Sentaram-se na areia, conversando sobre a vida, o casamento, sonhos de filhos e lugares que ainda queriam conhecer. Cada diálogo revelava mais cumplicidade, carinho e compreensão mútua. O jantar naquela noite foi servido à beira-mar, sob velas e lanternas. A refeição incluía pratos locais, frutos do mar frescos e sobremesas exóticas. Helena e Miguel riram, lembrando das pequenas trapalhadas do dia, e celebraram cada detalhe da viagem até então. — Sabe, Mig… — disse Helena, sorrindo enquanto provava uma sobremesa de manga — Cada dia dessa lua de mel me faz perceber que não precisamos de nada além de nós dois. — Eu também sinto isso — respondeu Miguel, beijando sua testa. — Amanhã será outro dia, cheio de aventuras e descobertas, mas sempre juntos. O dia terminou com eles sentados na varanda do bangalô, observando o céu estrelado refletindo no mar. Helena descansou a cabeça no ombro de Miguel, e ele a envolveu com os braços, sentindo que cada momento, cada diálogo e cada pequena aventura fortaleciam ainda mais a relação. — Hoje foi inesquecível — disse Helena, suspirando— Sempre juntos, Lena. Sempre. Enquanto adormeciam abraçados, embalados pelo som das ondas, o casal sentiu que a lua de mel não era apenas viagem, mas construção de memórias, i********e e cumplicidade.
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