PEDRO
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A sensação que eu sinto nos últimos tempos, é que Minha vida está totalmente perdida sem rumo, me sinto sem saber o que está acontecendo, desorientado, eu amo a minha mãe ela é a mulher que me deu a vida, sei que também me ama, mas ao mesmo tempo pontos não batem nas histórias, coisas não fazem sentidos depois que comecei a investigar um pouco tenho essa sensação de algo errado.
Passei o final de semana sem falar com a Hember direito, e agora preciso que ela esteja disposta a me desculpar pelo sumiço. Decidi por surpreender ela no seu estágio, já está perto da sua saída mesmo, passo pela floricultura para comprar rosas, mas quando coloquei meus olhos em um buquê de flores silvestres automaticamente sou remetido ao seu sorriso, seu olhar, a forma doce que ela fala, o jeito meigo que ela me olha...
- Dizem que quando você sorri assim pensando em alguém, significa que essa pessoa tem o seu coração.
- O que? – tiro minha atenção das flores. Uma mulher baixinha de meia idade, se aproxima.
- O jeito que você sorriu olhando o buquê, acredito que estava pesando em alguém, alguém que ama. Vai levar as flores?
- Rosas vermelhas por favor. – respondi desconfortável, mulher maluca.
- Certeza? – ela levanta uma sobrancelha. – Sei que as rosas são um clássico. Mas as vezes inovar é surpreendente. – Fico pensando que talvez ela esteja certa, essa flores combinam tanto com a Hember, fora que ela lida com rosas tempo todo, talvez isso seja diferente para ela. Com certeza já ganhou dezenas de buquês de rosas.
- Talvez tenha razão, vou levar um como este, mas quero maior, com mais flores por favor. – respondi seco.
- Ótima escolha. E senhor, desculpe se fui invasiva. Mas lido com casais apaixonados todos os dias a muitos anos, conheço esse olhar. – ela pisca e sai. Seu comentário me deixa pensativo. Simplesmente isso parece loucura.
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Encontrar Hember sozinha com o tal João, me deixou furioso, não posso permitir que esse cara estrague o meu plano, preciso agir para afastar ele dela, o mais rápido possível, do contrário ele pode estragar os meus planos.
“talvez a dona da floricultura tenha razão”
Esse pensamento passa pela minha cabeça, o que eu considero uma loucura, meu único interesse na Hember é sobre o plano da minha mãe, nada mais.
Confesso que está mais fácil do que eu imagine, existe uma química s****l boa entre nós, beijar ela me deixa louco, ter as minhas mãos passeando pelo seu corpo e excitante, não vejo a hora de dar os próximos passos com ela. Hember é uma mulher romântica, com princípios preciso ir de vagar com ela. Jantares, elogios, flores, mensagens românticas, um pedido de namoro, tudo bem arquitetado para fazê-la se apaixonar por mim. Preciso ganhar sua confiança, ela jamais iria muito além sem um compromisso. O plano está indo perfeitamente bem. Vejo seu olhar na minha direção diferente, sei que estou conquistando seu coração.
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P : Estou com saudades da minha namorada.
H: Eu também estou com saudades do meu namorado.
P : Jantar hoje?
H: Eu adoraria.
H: Mas tenho que ficar até mais tarde no escritório hoje.
P : Eu te pego aí mais tarde.
P : Hoje eu vou cozinhar para a gente.
H: Hum, é mesmo. Interessante.
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Meu plano deu certo, saber que a situação do escritório de alguma forma foi desconfortável para ela, não me agrada muito, mas era necessário mostrar quem é o verdadeiro João para ela. Assim ele não entra mais no meu caminho, por sorte o babaca tinha outras amantes e eu simplesmente não precisei expor ela.
Felizmente ela relaxa durante o nosso jantar. O que levou a uma noite perfeita. Na hora da sobremesa escolhi um local mais despojado e que nos permitisse ficar mais a vontade a mesa de centro da sala e redonda e grande, organizo as coisas para a nossa sobremesa ali, sentamos no chão perto da mesa o tapete é macio e aconchegante, Hember tira os sapatos e se senta, eu também fico mais a vontade, o fondue de chocolate está ótimo é uma das minhas sobremesa preferidas e pelo jeito ela também gosta bastante. A conversa rola descontraída
Ela acaba se atrapalhando e sujando toda com a calda de chocolate..
- Meleca, olha o que fiz. – ela tenta se limpar.
- Aqui deixa que eu limpo – pego um guardanapo para ajudar. Acabamos por ri da situação, não estava ajudando em nada, só piorando ainda mais o estado da blusa. Limpo o canto da sua boca, que também está sujo.
- Você tem um sorriso lindo. – seu sorriso se vai, seu olhar fica intenso.
Me aproximo para beijar ela. Lentamente jogo meu peso sobre o meu corpo. Me apoio em um dos meu braços, a outra mão passeia pelo meu corpo, tocar ela é maravilhoso, meu corpo reage ao seu de forma genuína, acredito que seja isso que vem me deixando assim, preciso estar dentro dela, descarregar essa energia s****l que envolve boa dois.
Sua respiração está tão pesada, os leves gemidos escapando dos seus lábios me deixam louco, sobre o fino tecido da sua blusa sinto seus s***s enrijecidos de prazer, pressiono meu corpo ainda mais contra o dela, deixando que sinto toda a minha excitação.
- Pedro.. – ela me empurrar . – Pedro.
- Hum? – passo a mão por baixo da sua blusa e sutiã tocando seu mamil0 com delicadeza.
- Precisamos conversar. – sua voz está nervosa.
- Agora? – ela balança a cabeça. – Está tudo bem? – seu olhar me transmite medo.
- Sim e só que... – diz um pouco relutante – eu nunca... – ela olha sugestivamente para nós dois.
- Você nunca? – incentivo ela a continuar, seu olhar fica envergonhado e então me dou conta do que ela está dizendo – Har... – Por alguns segundos não sei o que dizer, como pode uma mulher com um caso com o patrão ser vigem? A não ser que ela realmente falou a verdade e que nunca teve um caso com João ou com nenhum outro homem, e essa hipótese me agrada muito, saber que ela não pertenceu a homem nenhum é bom, meu coração da uma saltos diferentes agora uma nova sensação que não sei explicar – Você está me dizendo que é v1rgem? – preciso ter certeza que é isso que ela está falando.
- Sim. – ela fica ainda mais corada. Nossos olhos estão fixados.
- Mesmo? – minha boca está seca, não consigo identificar o que estou sentindo agora com essa informação.
- Está achando isso engraçado? – ela fica chateada.
- Não, desculpe é só que. Parece difícil isso hoje em dia. – tento parecer descontraído.
- É, eu nunca fui de muitos namorados e, além disso, quero esperar o casamento. – os seus olhos me olham com intensidade. – Vou entender se não quiser mais...
- Do que está falando? Eu acho até fofo, e como eu disse vou me casar com você. – Ela revira os olhos. De algum modo o que eu disse não sou como uma mentira para mim. A sessão das minhas palavras foram agradável aos meus ouvidos.
- É, mas não é como se eu fosse me casar com você amanhã.
- Eu não ligo, espero o tempo que for preciso Hember, como eu disse estou apaixonado por você. – meu coração deu um pequeno salto no final da minha frase.