Laila Quando desço às doze para o almoço e passo pela porta de entrada da empresa, olho em volta esperando ver o Theodoro, mas tudo que eu vejo é um carro preto parado perto da calçada e um homem que mais parecia um segurança encostado fora dele. O cara parecia um armário, alto e forte por todos os lados, tinha um corte militar no seu cabelo escuro e aparentava ter por volta de uns quarenta anos. Ele caminhou até chegar perto de mim. — Senhorita Roux? — Sim, sou eu. — Sou Carlos, o motorista do senhor Delacroix. Ele já está no carro, por favor me acompanhe. — Ele disse motorista, mas eu apostava meu salário que ele era bem mais que isso. Sua postura gritava bem mais guarda-costas ou segurança do que motorista. Com isso nós caminhamos até aquele carro com vidros escuros e quando a porta

