Capítulo 11

1028 Palavras
Irina narrando... Todo esse tempo meu pai me dizia como a ligação dos companheiros é sagrada, e que não deveria ser quebrada, o destino tem um motivo para querer que eles fiquem juntos, mas ver as cicatrizes no braço e perto do pescoço da minha mãe, cicatrizes que nunca deveriam ter sido feitas nela, e muito menos pelo meu pai, ele sempre me disse que nunca deixaria de amar minha mãe, e todos os momentos juntos estariam guardados em sua mente para sempre, ver ele a beijando como se não existisse nada melhor do que o sabor de seus lábios, sentir o corpo dos dois colados ao meu, em um abraço cheio de conforto carinho e amor, mas nada que é bom dura para sempre certo? O destino tinha que colocar aquela p*****a na frente do meu pai, e ela tinha que estragar com a felicidade deles, se ela foi m*l amada o que meus pais tem haver com isso? eu só queria que eles voltassem a ficar juntos, era tudo que eu queria, meus pais se amam eu tenho certeza disso, eles são apaixonados um pelo outro, mas algo além da Melissa os impedi de ficar juntos, e esse algo se chama orgulho, o orgulho que meu pai tem em pedir desculpas... Corri tão rápido floresta a dentro, que nem eu mesma sabia onde tinha ido parar, eu não conseguia enxergar direito por causa das lagrimas que escorriam sem parar, deixando minha visão embaçada, ainda que muitas vezes as enxugasse, eram poucos segundos ate elas voltarem a cair de novo, então resolvi fechar os olhos, e deixar que minha loba me dissesse para onde ir, deixei que ela guiasse minhas pernas. Poucos minutos depois bati em algo quente, e confortável, meus braços o agarraram e o trouxeram mais para perto de mim, seus braços me rodearam tentando abafar minha tristeza em seu peito, beijou minha cabeça lentamente, e fazia movimentos carinhosos com as mãos em minhas costas, enquanto eu desabava em sua linda blusa branca, deixando-a encharcada e transparente, meus braços a cada segundo o trazia mais para perto do meu corpo, para que nada pudesse separar nossos corpos, ele apenas respirava, e me acalentava, enquanto eu chorava em silencio, meus soluços eram abafados, e o que eu mais queria era... era... me afogar em minhas próprias lagrimas e morrer... - Calma meu amor... Por favor pare de chorar... Faço tudo para você parar.. qualquer coisa.. é.. é só me pedir... mas por favor.. não suporto te ver assim... Ele sussurrou em meu ouvido, sua voz forte e confortante, me passava segurança, então minhas lagrimas sessarão de uma forma que nem eu mesma sei explicar, enxuguei meus olhos e olhei firmemente naqueles olhos azuis expressivos, estavam preocupados, suas mãos acariciavam lentamente meus traços faciais, e isso me acalmava, ele ameaçou falar mas logo em seguida se calou, e abriu um meio sorriso, aproximou seu rosto do meu de maneira que nossas testas se juntaram, então o ouvi mais uma vez sussurrar... - Vai ficar tudo bem... Mas deixe eles se resolverem... Você agora tem que fazer sua historia, e não tentar reconstruir a dos outros... Seus pais são adultos Irina, eles sabem o que estão fazendo, sei que parece que ele mentiu para você, mas eles vão dar um jeito nessa situação, se não for o que você quer, mas sera o melhor para os dois certo?... Assenti, ele esta certo, as coisas nem sempre podem ser do jeito que queremos, é algo que eu tenho que aceitar, ele beijou minha testa docemente, e voltou a sussurrar... - Você é minha.. apenas minha... vamos fazer nossa historia juntos.. e eu prometo te fazer feliz o resto dos meus dias... Meu coração bateu forte, seus lábios desceram ate os meus e me envolveram em um beijo apaixonado e lento, mas logo sua língua pediu permissão e eu concedi, o beijo então se tornou selvagem, suas mãos percorriam meu corpo, estavam em meu pescoço e logo desceram para os meus s***s, com leves apertos ele me fez gemer em seus lábios, estava tudo indo perfeitamente bem, até que uma onda de energia vinda da floresta tomou meu corpo, não sei explicar o que realmente foi, ele se afastou de mim, e ficamos a observar, só agora notei onde estávamos, no lago onde meu pai marcou minha mãe, o lugar ficava mais lindo a cada noite, corremos para ver o que era, procuramos na direção de onde tinha vindo toda aquela magia em forma de ondas elétricas, e encontramos uma clareira, onde havia um casal, se beijando, estavam nus, suas marcas estavam brilhantes e mais escuras, minha mão foi levada a boca com rapidez, eram meus pais, ele tinha mordido ela de novo, todo o meu corpo estremeceu, eu sentia a ligação dos dois correndo em minhas veias, eu podia ouvir o quanto se amavam. Enquanto eu olhava com os olhos marejados de emoção, braços fortes e quentes me rodearam, e me pressionaram a sair dali, murmurei baixo, mas ele tinha razão, não posso ficar olhando onde isso vai acabar, Josh me levou ate a casa do meu tio Ithan, novamente beijou minha testa e foi embora, eu estava muito feliz, mas quando entrei na casa, me surpreendi com o que eu vi. - Tio? O que ouve aqui? Ele me olhou com os olhos tristes, se levantou e eu pude ver que estava bebendo uma bebida forte que não consegui ver o nome pois ele rapidamente tirou do meu campo de visão, mas eu podia jurar que era vodka, misturado com sangue, pegou seu copo e passou por mim, estava apenas de calça, corpo sujo, cabelos bagunçados, e o teto tinha destruído toda a sala. - Isso.. foi o seu pai.. Ele não proferiu mais nenhuma palavra, apenas se dirigiu ao seu quarto e eu fiz o mesmo, nunca tinha visto meu tio beber, nunca tinha visto seu semblante tão abatido, mas se ele não quer conversar nã0 irei força-lo a falar certo? Tomei um bom banho, e me deitei, finalmente um noite tranquila, repleta de expectativas, nunca demorei tanto para dormir apenas pensando no futuro da minha família.
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