A cobertura

1117 Palavras

Acélia O carro reduz a velocidade e entra por um portão de vidro fumê que se abre sem esforço, silencioso demais para ser comum. Me inclino um pouco para a frente, curiosa, e então vejo. Meu peito aperta. O prédio se ergue à minha frente como uma declaração de poder discreto. Não é espalhafatoso, não é exagerado — é caro de um jeito que não precisa provar nada. Fachada limpa, iluminação perfeita, porteiros alinhados, atentos, olhando tudo sem parecer que olham nada. O tipo de lugar onde pessoas como eu não entram por acaso. — Nossa… — deixo escapar, num sopro. Rovani não comenta, mas vejo seus olhos em mim conforme ajusto melhor o corpo de forma que consiga ver melhor a estrutura gigantesca que parece querer partir as nuvens ao meio. O carro desliza para dentro, o motorista estacion

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