Evelline desfez a força que colocou sobre a porta, e a abriu.
Todos na sala estavam fazendo um círculo no meio dela, havia alguma coisa acontecendo no meio, os dois irmãos correram até ali, e viram uma cena que não agradou nem um pouco.
A mãe deles e o pai estavam discutindo, eles eram separados, pois o pai era um homem muito autoritário e ganancioso. Ele se chama Willard, e era um homem com uma estatura boa, alto, forte, cabelo grisalho e também muito arrumado e uma barba cerrada, fora que, em aparência, ele e j**k eram muito parecidos.
- Willard, eu já disse para ir embora. - disse a Madame Olinda.
- ESSA É MINHA FAMÍLIA TAMBÉM, EU TENHO DIREITO DE ESTAR AQUI! - Willard falava gritando.
Quando ele avistou Evelline e j**k, ele disse:
- Ah, se não veja só! Meus filhos amados! Venham cá. - ele caminhou em direção a eles, e abraçou Evelline, que tentava afastá-lo, com repulsa.
A única coisa em que j**k e Evelline concordavam, era que o pai deles era um charlatão, e nenhum dos dois gostava dele.
- Willard, acho que já está na hora de você ir. - disse j**k, o puxando pelo ombro, e o afastando de Evelline.
- j**k, meu filho mais velho... Você se tornou alguém tão famoso hoje em dia, mas que orgulho!
E j**k o conduziu até o elevador, e o homem resistia muito, até que j**k o soltou, e ele virou e pediu:
- Ok, pelo menos um pouco de dinheiro então.
- Que ousadia! Ainda tem a pachorra de vir aqui e pedir alguma coisa! - disse a Madame Olinda.
- Estou te avisando Olinda, seus dias estão contados. - avisou Willard.
E j**k se cansou disso, e o empurrou para dentro do elevador, e desceu junto com ele, Evelline abraçava sua mãe.
No elevador, os dois desceram todos os 41 andares, com Willard tentando persuadir seu filho a voltar.
- Você não cansa de causar problemas, não é?
- Meu filho, você sabe que eu tenho direito de estar aqui, eu sou seu pai!
- Você nos abandonou porque nós havíamos ficado pobres, e hoje que recuperamos todas as nossas riquezas, o senhor volta se dizendo meu pai?
- Foi um erro, eu reconheço, mas agora eu quero mudar as coisas!
- Um pouco tarde para isso, Willard.
E quando a porta do elevador abriu, j**k o arrastou até a porta, e o pôs do lado de fora, e Willard tentou socar o rosto de seu filho, oque foi uma ideia nada sensata, e a mão dele quebrou assim que golpeou o rosto de j**k.
O homem gemia de dor, e como vingança, cuspiu na cara de j**k, que friamente limpou a saliva com a mão, entrou, e trancou a porta.
E Willard ficou do lado de fora, xingando e gritando ameaças a quem pudesse ouvir.
Jack retornou para o 41° andar, todos estavam um pouco tensos, inclusive Olinda, que tomava água com açúcar, tentando se acalmar, Evelline estava ao lado dela, massageando seus ombros, e tentando fazê-la se acalmar.
Jack se aproximou dela, se abaixou, e disse que o havia posto para fora. Aquilo fez ela relaxar um pouco.
Um tempo depois, os convidados estavam indo embora, Evelline e j**k se despediam de todos, enquanto Olinda estava deitada no sofá, descansando um pouco.
- Parece que a presença dele realmente mexe com todos vocês, não é? - Hillary dizia, se aproximando de j**k, que estava no balcão da cozinha bebendo um pouco de vinho.
E ele apenas fingiu que não ouviu oque ela falou.
- Ei! Você tá me escutando? - insistiu ela.
- A última vez que eu te escutei, eu fui parar numa varanda com a minha irmã me enchendo de paciência.
- Foi um pedido dela, aliás, vocês são irmãos, deveriam se entender logo.
- Tudo é tão simples pra você não é?
- E por que não seria? Não sou uma Piwbrins.
E ela sai andando de volta pra sala.
Evelline chega na cozinha em seguida, e olha para j**k, e ele tenta simplesmente dar as costas e sair dali, mas ela o agarra pelo braço.
- Você está vendo? Precisamos nos unir, de brigas já tem o suficiente por aqui.
- Me solta, Evelline...
- Nós não podemos fugir de quem somos, irmão...
- E quem somos nós? Netos de uma mentirosa?
- Não fale assim dela...
- Por favor, fique longe de mim Evelline... Que bom que você voltou, bom pra você. Eu não me importo, só não me inclua em nada.
E j**k soltou seu braço e foi andando para fora da cozinha, deixando Evelline ali, sozinha.